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quinta-feira, 11 de junho de 2009

DLP-XV - OLHAR PENETRANTE E CRÍTICO SOBRE A OBRAS DE LUTERO

CAPÍTULO XVO PROTESTANTISMO

Poderia terminar o estudo sobre a origem histórica e moral do protestantismo.

Vimos a sua origem tristemente célebre pela imoralidade e o ódio, conhecemos também como a revolta por Lutero se propagou através do mundo, continuando em toda parte a sua obra destruidora.

Convém terminar este trabalho, lançando um olhar penetrante e crítico sobre a obra de Lutero, considerada como seita religiosa.

Esta vista, abraçando no conjunto as causas e os efeitos, os homens e as doutrinas, nos fará compreender que: O DIABO, LUTERO E O PROTESTANTISMO são bem uma trindade inseparável, constitutiva de uma só obra.

O diabo inspirou Lutero, e este ao protestantismo. O protestantismo é ligado a Lutero e, por ele, é ligado ao demônio. É uma obra demoníaca, como o leitor poderá ver nas páginas precedentes.Consideremos um instante esta obra como tal, apoiando-nos sobre os próprios autores protestantes, insuspeitos de conivência com os católicos, para rebaixarem a seita que eles mesmos professa, mas da qual se envergonham.

1. JULGADO POR SI MESMOS

Apenas dado o sinal e o exemplo da revolta contra a Igreja, por Lutero, eis que cinqüenta comparsas invejosos de seus resultados se atiram na mesma senda. Não é a saúde que é contagiosa, é a moléstia, e, sobretudo, a epidemia da revolta. Eis esses homens, os mais pervertidos entre os humanos, - pois é sempre dos fundos que surge a revolta, - eis os chefes da libertinagem, da devassidão e da mentira, a se proclamarem, para ocultar seus vícios, os novos apóstolos de um DEUS DE PAZ E DE UNIÃO. Em vez de pacificarem os povos e de darem o exemplo da união, insultam-se uns aos outros, injuriam-se, ameaçam-se e se brindam com palavras mau torpes e com as mais infames acusações. Chamam sobre a cabeça uns dos outros, todas as excomunhões das leis e todas as vinganças do céu. Os próprios discípulos de Lutero denominaram-no: “novo Papa, novo Anticristo” e o pai retribui-lhes graciosamente semelhantes títulos, apodando Zwinglio de falso profeta, barqueiro, porco, herege. E este último respondeu-lhe: “Tão certo como Deus é Deus, não lha dúvida que Lutero é o diabo”.Calvino diz que Bucero, também discípulo de Lutero, se comprazia nas vias tortuosas e escuras, e que Ossiandro era um homem de conversação licenciosa e de moral infame. Melanchton acusa Carlostadt de ser um brutal e um ignorante, mais judeu do que cristão. Lutero tinha razão, quando dizia de todos os seus amigos: são miseráveis, não se entendem entre si, e Deus, para ensino nosso, deixa que se mordam, se despedacem e de devorem uns aos outros”. Mais uma vez: eis o mestre e seus primeiros discípulos que devem reformar os abusos da Igreja Católica e nela introduzir a união, a concórdia, a paz, o verdadeiro espírito do Cristo. Oh! Dizei a verdade, protestantes sinceros: será isso possível? Pode Deus servir-se do lodo para aformosear e purificar a verdade: Pode querer extirpar abusos com grosserias, imoralidades, insultos e provocações orgulhosas: Entretanto, tudo o que acabo de dizer é historicamente provado. Para maior certeza, não cito autores católicos, mas unicamente protestantes. Onde estará a verdade: Será com o Papa que, calmo e piedoso, permanece no trono dde Pedro acima das ondulações, das paixões, dos interesses, ou com Lutero, a personificação das paixões mais baixas, das torpezas mais ignóbeis e das ambições mais vergonhosas: Ficar no incerto, no vago, é impossível, É preciso escolher! Ou Pedro ou Lutero... ou Jesus ou Barrabás! Basta isto para ajuizarmos com segurança do valor de todos esses pseudo reformadores, com dados fornecidos pelo próprios chefes da grei. E, no entanto, esses homens, tais como acabamos de representá-los, tiveram naquele tempo um êxito imenso... Qual a causa deste resultado? Deixemos que nos respondas um historiador protestante de renome, o Sr. Monod (Revue Historique l. 49. 1892): “A reforma, diz ele, foi um movimento destruidor do Cristianismo positivo e do princípio de autoridade em matéria de fé. Ela não passa de uma série e de uma coleção de formas religiosas do livre pensamento”. Quanto, porém, aos motivos determinantes da reforma, é o próprio Calvino que escreve: “Ente cem evangélicos, apenas se achará um que se tenha feito evangélicos por outro motivo que não seja o de poder entregar-se com maior liberdade a toda a sorte de voluptuosidades e incontinências” (Com. In II Ep. P. 53). E Frederico, o Grande, assim se exprime nas suas Memórias de Brandenburgo“Quando se reduzirem a princípios simples as causas do progresso da reforma, ver-se-á que na Alemanha foi a OBRA DA AMBIÇÃO E DO INTERESSE; na Inglaterra, a OBRA DO AMOR; e na França, a OBRA DA NOVIDADE”. Falando da Inglaterra, eis o que diz um outro historiador protestante: "Para guardar o devido respeito ao meus país, eu desejaria não falar dos úteis motivos que produziram a REFORMA: todos, porém, sabem que o motivo dói a paixão ilegítima de Henrique VIII por Ana Bolena”. E é sempre assim: A passagem de um membro da Igreja Católica para uma seita é, às mais das vezes pelo caminho do vício ou da ignorância Pelo contrário, a do membro de uma seita para a Igreja É SEMPRE PELO CAMINHO DO ESTUDO E DA VIRTUDE. Eis, queridos protestantes, bem provado pelo bom senso e pela história, que Lutero não é um REFORMADOR mas um DEFORMADOR, um revoltoso. Não passa de um vulgar socialista ou comunista moderno, dando à sua rebelião uma capa religiosa, que só serve para melhor enganar os incautos. Lutero é um frade apóstata, minado pelo orgulho e pela libertinagem. Abriu a porta da dissolução numa época favorável,quando existiam uns abusos particulares, que serviram de pretexto à revolta. O apóstata arrancou do seio da Igreja Católica nações inteiras, para lançá-las nos escarcéus da discórdia, da agitação e do desespero... mas a Igreja de Pedro continuou sua marcha triunfante através dos séculos, produzindo milhares e milhares de SANTOS, enquanto a igreja DEFORMADA, não soube ao menos produzir uma simples irmã de caridade.Lembrem-se disso os protestantes de boa fé, e volvam os olhos para o farol da verdade, edificado sobre a pedra fundamental que é Jesus Cristo. E esta pedra nunca precisou, nem nunca precisará de reforma, porque é divina.
Tu es Petrus. Tu és Pedro, ou pedra, e sobre esta pedro edirficarei a minha Igreja. Notai bem: MINHA e não a de Lutero.


2. A SENTENÇA DE MORTE

O protestantismo nasceu AMORTALHADO... mais que isso:encaixotado como num ataúde.
À primeira vista parece paradoxal tal asserção, porém, refletindo-se bem, ver-se-á logo que é rigorosamente certa.
O protestantismo nunca teve, nem pode ter vida real, pelo motivo muito simples de que ele é uma negação; e esta é necessariamente uma falta, privação, ausência de qualquer coisa; e isto não pode subsistir em si; só existe como acidente, em outro objeto subsistente.
Que é, pois, um protestante?
É um mau cristão, um apóstata da verdade, um renegado da fé seguida pelos seus pais, insurgindo-se contra o ensino e a autoridade da Igreja e da tradição universal.O protestante, quando muito, pode ser considerado como mau cristão, como cristão negador da autoridade que forma a base do cristianismo.
Mas o protestantismo não existe; existe, sim, o protestante, o indivíduo apenas.
Não há moléstias, diz a ciência, só há doentes, porque sendo a moléstia a privação da saúde, , torna-se a negação de uma coisa existente: e a NEGAÇÃO não existe.
Assim, o protestantismo, que é a privação da obediência à autoridade da Igreja, torna-se uma negação e tal fato não se sustenta por si; somente pode existir num cristão que deixou de ser bom, como o enfermo pela moléstia deixa de ser homem sadio.
Este vício da revolta nasceu na pessoa de Lutero. E foi por ele transmitido ao século, como foram transmitidos os vícios da bebida, do jogo, da cocaína, etc.
Os maus cristãos, cegos pela ambição ou licenciosidade, para tranqüilizarem a consciência, ou melhor, como disse Calvino, PARA PODEREM ENTREGAR-SE COM MAIOR LIBERDADE A TODA SORTE DE VOLUPTUOSIDADE E INCONTINÊNCIAS (Com. In II Ep. P.63), lançaram contra Cristo e a sua Igreja o brado de revolta, de insubordinação, constituindo-se em seita de PROTESTANTES.
Tal seita congregou em redor de seu estandarte todos aqueles que se sentiram desejosos de libertar-se do jugo moralizador da lei do Cristo e da Igreja.
Mas a revolta é um turbilhão que passa, por si também não pode existir, mas se apóia nas paixões desenfreadas dos homens.
Eis porque digo que o protestantismo nasceu AMORTALHADO. Nunca chegou a formular um Credo religioso.
Nunca os protestantes souberam com exatidão o que precisam crer ou rejeitar. Quando uma das MIL SEITAS diz “creio” – uma outras responde logo: nego. Quando esta fala: “está errado”, aquela contesta protamente: “é a verdade”.
Não se pode nem formular a crença, nem os erros protestantes. É pior que a Torre de Babel: é uma BALBÚRDIA indecifrável.
Em regra geral pode-se dizer que o erro fundamental é a negação de toda a autoridade, fixando o sentido da Sagrada Escritura, e a negação de tudo o que ensina a tradição.
Isto teoricamente.
Praticamente, cada vendedor de Bíblias, ontem padeiro, sapateiro ou negociante de feijão e charque, pretende fixar a explicar o sentido da Bíblia e substituir a tradição pelas suas próprias idéias.
Negam... e afirmam; rejeitam a autoridade, e se constituem autoridades.
BIBEL... BABEL diria o alemão. A Bíblia é uma verdadeira Torre de Babel.
Em tais condições, como foi que o protestantismo se espalhou, pelo mundo, conquistando adeptos e sequazes?
Convém notar bem o fato.
Não foi o protestantismo, que se espalhou; foi o vício, a revolta, o espírito vesgo de independência; e esta revolta se rotulou de “protestantismo”, como a loucura moderna se denomina “espiritismo”
O vício foi de todas as épocas. Ele é o micróbio, o parasita da natureza humana decaída... mas vício é vício; o termo soa mal aos ouvidos.
Vêm os REFORMADORES ou DEFORMADORES, que lhe colam um rótulo mais atraente.
A revolta chamar-se-á PROTESTANTISMO, a loucura terá o nome de ESPIRITISMO, o ódio à Igreja receberá o nome de MAÇONARIA e a barbárie denominar-se-á COMUNISMO.
É como para certos indivíduos, que confundem fineza com grosseria, bondade e fraqueza, piedade e beatice ou carolice, modéstia e acanhamento; assim para certa gente impudor é moda, indecência é educação e namoro é passatempo.
Ai do pobre dicionário; porém a culpa não é dele.
É o vício que procura trajar o vestido da virtude ou pelo menos disfarçar sua hediondez.
Tal é o protestantismo.
Pois bem, o vício não existe; o que existe é o homem viciado.
O protestantismo também não existe; é o homem revoltoso que existe, e tal homem nasceu amortalhado, encaixotado no lúgubre esquife, prestes a ser levado ao cemitério para a sepultura.
Se não o foi logo, é porque o vício lançou raízes fundas no coração e na alma, e estes vícios foram alimentando a hidra protestante, que enfim esá no estertor da agonia.
O protestantismo de hoje não passa de prolongado enterro!

3. UM MORTO AINDA VIVO

Nos parágrafos precedentes tenho atirado ao protestantismo acusações gravíssimas e adiantada afirmações super gravíssimas.
É preciso prová-las.
Provemo-las e tiremos as conclusões das premissas enunciadas, pois não quero que os “amigos” da Bíblia me acusem de caluniador.
O protestantismo não é uma doutrina POSITIVA; não ensina nada de novo do lado bom que a Igreja Católica já não tenha ensinado.
É uma doutrina NEGATIVA, negando uma parte da verdade e rejeitando o que não concorda com suas paixões e seus caprichos.
É um PARASITA na árvore da Igrej; é um inseto roedor dos seus frutos.
Um parasita não vive por si, sustenta-se da vida dos outros.
Os parasitas do corpo humano só vivem, enquanto o sangue circula; o parasita das plantas só vive, enquanto a seiva as alimenta.
O protestantismo é o parasita da Igreja Católica; procura alimentar-se do sangue dos fiéis da Igreja do Cristo.
Felizmente o jardineiro, que é o Papa, viu o parasita e arrancou-o da árvore, lançando-o por terra, onde agora procura viver da poeira que lhe traz o vento e o húmus lançado pelas tempestades das paixões humanas.
É um eterno moribundo... é um MORTO VIVO.
Para poder viver, o protestantismo, desde o berço até o túmulo, para onde está baixando hoje, ciente de ser um parasita, enxertou-se nas coroas dos reis e dos Príncipes, para delas tirar a vida e a existência.
Este é um fato histórico.
Na Alemanha identificou-se com o império. O Kaiser alemão era o Papa dos luteranos.
Na Inglaterra, desde Henrique VIII até hoje, o rei da Inglaterra é o Papa dos anglicanos.
Enquanto estas cabeças coroadas deixam o protestantismo chupar-lhes o sangue, e o protegem, a seita parece viver ainda; desde, porém que arranquem o parasita, este morrerá, secará, pulverizar-se-á ou se transformará em podridão.
Num momento que se erigiu em Worms, na Alemanha, em honra de Lutero, lêem-se as seguintes palavras, com que os mesmos protestantes, sem o quererem, condenaram a obra do seu corifeu.
“Se foi obra de Deus: permanecerá”!
“Se foi obra humana, perecerá”!
Que ficou da obra de Lutero?
Nada, ou melhor, os escombros.
O protestantismo já não existe, dizem os protestantes.
O sábio teólogo, Dr. Krogh Tonning assim se exprime: “Há um fato, cuja realidade evidente só pode escapar a espíritos obcecados. Este fato é que atualmente a igreja protestante se encaminha fatal e progressivamente para a sua completa destruição. Basta estudar o que se passa no seio desta igrejola para reconhecer a assinatura do tempo, nesta palavra sinistra sem equívoco; DETRUIÇÃO”
E não são vozes isoladas de pessimistas que assim falam. Um membro do Reichstag alemão, em um dos últimos debates religiosas, fazia a mesma triste confissão:
“Não se poderia mais achar a igreja luterana em toda a Alemanha, ainda que, para achá-la, em pleno dia se tivesse na mão a lanterna de Diógenes”.
O Sr. Dammann, pastor de Essen, lança o seu grito angustiado: “Se este progresso dissolvente das crenças continuar, daqui a pouco soará a derradeira hora da nossa igreja”.
O Dr. Lemme, afamado professor protestante, por sua vez diz: “O protestantismo moderno, destruindo fundamentalmente todos os dogmas, já não tem nenhum traço de união com o cristianismo evangélico”.
Na Alemanha, na Suiça, em todos os países protestantes, escreve ainda o Dr. Krogh Tonning, verifica-se a triste palavra do Dr. Zahn: TUDO SE DISSOLVE, A IGREJA HISTÓRICA DA REFORMA JÁ NÃO EXISTE, VAMOS DIREITO AO PAGANISMO.
Ainda bem que não sou eu quem o diz, e sim os mestres protestantes.
O protestantismo é um cadáver, apodrecido pelo próprio vício que o arrancou do seio da Igreja.
É um cadáver vivendo na pessoa daqueles que o carregam aos ombros.
Como seita, está morto o protestantismo: só vive como vício, pelo espírito de revolta e de ódio à Igreja Católica.Os próprios protestantes sentem isso tão bem que as suas pregações consistem em atacar, caluniar a Igreja Católica e repetir velhas objeções mil vezes pulverizadas.
Quanto à exposição doutrinal e ao desenvolvimento de uma lição de moral prática, nisto não pensam; nem sequer lhes vem a idéia. E se esta lhes acode, não sabem o que escolher na BALBÚRDIA de duas contradições.
Prova clara de que o protestantismo está bem morto; existe apenas de NOME. E este rótulo serve de disfarce para encobrir a ignorância e a indiferença religiosa, para não dizer o que é aplicável a certos indivíduos; os seus vícios, os seus interesses sórdidos ou seu orgulho.
Todos esses vícios, feios demais para se apresentarem de cara limpa, revestem-se da máscara protestante que, apesar de não valer mais que o original, possui ao menos um título de apresentação conhecido.
Pobres protestantes... o tal protestantismo não passa de um cadáver em putrefação que carregais sobre os ombros., Sois vós que viveis, vós e vossa ignorância ou indiferença religiosa, que procurais encobrir sob os farrapos e os destroços do protestantismo.
Sois filhos de católicos, talvez fostes católicos, deixando-vos então iludir por qualquer pregador americano remunerado, ou qualquer desmoralizado na própria pátria, à procura de fama e de ouro em terras distantes.
O amor à novidade sempre conquista algum adepto, e o DÓLAR faz o resto, no espírito daqueles que consideram a religião como uma espécie de credo político.
Amigo, carregai por lá o cadáver protestante; aqui no Brasil o sol é luminoso demais para esconder o fantoche luterano.

4. SIMULACRO DE RELIGIÃO

Provei já uma parfte de minhas asserções; vamos ao restante.
Peço notar que nunca me sirvo de provas apresentadas por autores católicos.
Tais autores falam a nós católicos, não se dirigem aos protestantes; cito, pois, aqueles que falam aos protestantes: autoridades e sábios protestantes; quisera citar SANTOS PROTESTANTES, como os Romanos citam santos romanos; infelizmente, o protestantismo, como disse Erasmo ( http://www.geocities.com/cobra_pages/fm-erasmo.html?200514), nunca chegou nem a fazer um homem honesto e sequer a curar um cavalo coxo.
Seus santos são Lutero, Calvino & Cia.;a obra de Lutero foi toda de destruição, sem nada edificar.
O vão simulacro de religião, que estabeleceu, só serviu de pretexto a todas as loucuras humanas.
"Os costumes que vim reformar, diz ele, ficaram mais corrompidos. O mundo piora dia a dia, e fica mais malvado"
"Os homens estão hoje mais açulados à vingança, mais avarentos, mais faltos de misericórdia, menos modestos e mais incorrigíveis e maus que no papismo"
Pobre reformador! Foi obrigado a dar esta certidão ao papado, e a reconhecer que, em vez de reformar, deformou a humanidade.
"Coisa assombrosa, escreve ele ainda, quanto é escandaloso ver-se que, depois que a reforma entrou, o mundo vai diariamente de mal a pior"
Pobre Lutero, como não devia morder os lábios! E ele continua: “Os nobres e os rústicos chegam a dizer que não precisam de pregação e que não pagam um vintém por todos os nossos sermões juntos... Vivem como crêem: são e ficam porcos e morrem como verdadeiros suínos"
"Há ainda chaga mais deplorável: “Os pastores, sim:os próprios pastores que sobrem ao púlpito, são hoje os mais vergonhosos exemplos da perversidade e de outros vícios. Daí os seus sermões não terem mais crédito, nem mais autoridade que as fábulas recitadas por um histrião. E esses srs. ousam queixarem-se de que os desprezam e os apontam a dedo, para ridicularizá-los. Por mim, admiro-me da paciência do povo e não sei porque as crianças e o povo não o cobrem de lama!”
E dizer que estes dignos pastores que hoje valem um pouco menos do que no tempo de Calvino e Lutero, tenham o topete de gritar contras os abusos do clero católico!
MEDICE, CURA TEIPSUM (Médico, cura-te a ti mesmo). É bom que tais médicos se curem a si mesmos, porque estão mortalmente enfermos. Eis o que era o protestantismo e o pastor protestante no fervor da reforma... Eis os modelos, os apóstolos do protestantismo.
Conclusão: O protestantismo, em vez de melhorar a situação, perverteu os homens e semeou, de mão cheia, e revolta e a corrupção.
Já que os próprios fundadores do protestantismo confessam isso, resta-me apenas provar que a obra de Lutero conserva ainda o seu nome por puro hábito, por força da rotina; o protestantismo NÃO EXISTE MAIS HÁ MUITO TEMPO.
Vamos de novo procurar as provas nas palavras dos chefes da reforma.
Eis o que se lê no memorial dos calvinistas de França, publicado em 1775: " Estamos hoje bem distanciados do caminho que nos abriaram os nossos maiores no começo do século XVI. Poucos discípulos seguem entre nós Calvino e Lutero; nosso partido, picado em mil partidos diferentes, não é reconhecível em parte alguma; os nossos próprios filhos são nossos adversários... "; não sabemos de quem somos nem debaixo de que bandeira marchamos. Hoje, indiferentes, amanhã cristãos, somos ora pela religião natural, ora pelo revelada... os nossos próprios ministros são abalados em suas crenças".
É bastante significativa uma confissão tal, feita por um grupo de sumidades protestantes.
Eis o que é mais expressivo e mais positivo ainda. É o jurisconsulto prussiano, M. Schmaltz, que resume tudo o que acabamos de ouvir e de dizer.
"À força de reformar e de protestar, diz ele, o protestantismo reduziu-se A UMA LINHA DE ZEROS, ANTES DOS QUAIS NÃO HÁ ALGARISMOS".
"Eu me encarrego, diz outro ministro protestante M. Harens, de escrever, na unha do meu polegar, todas as doutrinas unanimemente admitidas entre nós".
Podiam multiplicar-se tais citações ao infinito, mas é o bastante para provar a nossa tese: o protestantismo não existe mais; existe apenas um simulacro de religião, uma espécie de capa, debaixo da qual se abrigam a ignorância, a indiferença, o ateísmo e todos os vícios.
Não há mais do que isso.
De fato, o que acabamos de ver, não são suposições, ou acusações partidas dos católicos, são queixas e confissões feitas pelos altos luzeiros do protestantismo.
Os católicos, de certo, não falam de outro modo, nem podem falar diferentemente, pois os fatos são públicos, universais, históricos, de modo que qualquer homem instruído os conhece e confirma estas alegações.
Eis o que dizem os escritores católicos:
"A igreja protestante da Alemanha, diz M. Rose, advogado na universidade de Cambridge, NÃO PASSA HOJE DA SOMBRA DE UM NOME"
"As quimeras e sonhos que esses ousados renovadores pretenderam fazer passar por verdades, diz de Heronveller, foram mudadas, interpretadas, modificadas hoje ao sabor das paixões humanas e não existem mais senão como monumentos históricos. Os propagandistas protestantes conhecem muito bem a morte de sua seita, mas, ricamente pagos para venderem Bíblias e recolher assinaturas de aderentes, procuram enganar os ignorantes, os pobres, os pequenos e até os desequilibrados, para poderem transmitir ao centro da propaganda biblista a lista de suas conquistas. Peço-vos, queridos amigos, que não vis deixeis iludir; repeli com altivez os fariseus que vos oferecem os trinta dinheiros pelo Cristo, isto é, pela vossa fé e vossa alma”

5. A MIXÓRDIA PROTESTANTE

A UNIDADE é a marca característica da verdadeira RELIGIÃO, porque a verdade é UMA, e a religião sendo como é, a relação existente entre Deus e a criatura, deve necessariamente ser UMA, como deve ser UMA a Igreja que essa religião representa.
“A unidade, diz Santo Agostinho, é a marca de tudo que é belo, grande e divino”
“Fomos batizados, diz São Paulo, para formarmos um só corpo e termos um só e mesmo espírito... não deve haver divisões no corpo. Há somente um SENHOR, uma FÉ, um BATISMO. Há somente um Deus, Pai de todos, que está cima de todos” (I Cor 12, 13 – Efésios 4,3).
A Igreja é Jesus Cristo prolongado, através dos tempos.
Pois bem, o Cristo é sempre o mesmo; não muda, nem em sua PESSOA, nem em sua DOUTRINA.
Que revela, à primeira vista, a divindade da Igreja Católica é a sua unidade.
No mundo inteiro, em todos os países, climas e povos, o ensino católico é uniforme. O PAI NOSSO, que recitamos no Brasil, é recitado na Europa. O CREDO, cantado pelos católicos na América, é cantado na Europa, na Ásia, na África, na Oceania. O que o europeu católico crê e professa, o índio, o chinês, o africano e o mongol, católicos, crêem e professam, sem diferença de uma vírgula.
A Igreja Católica é UMA, porque é a VERDADE.
O protestantismo, ao contrário, divide-se em tantas seitas quantos aderentes conta... E, sem entrar em pormenores, pode-se afirmar; cada país tem um protestantismo particular.
Cada Estado protestante possui a sua seita...
Que digo! Cada cidade, cada rua, cada casa... apresenta alguma especialidade.
NÃO HÁ PROTESTANTISMO, COMO RELIGIÃO, só há protestantes.
E esta divisão sem fim é prova clara e insofismável de sua origem humana, de seus erros e deu sua falsidade.
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Devemos resumir um assunto que daria para escreve volumes.
Pergunto a qualquer homem de BOM SENSO: é possível ser a verdade dividida em milhares de partes, de modo que uma parte contradiga a outra, esta combata aquela, e a primeira seja o contrário da segunda?...
Todos há de responder ser isto impossível: o que é BRANCO é branco e não pode ser PRETO ao mesmo tempo.
Se no Brasil os matemáticos ensinassem que 2 e 2 fazem 5, na Europa que 2 e 2 fazem 3, e na China que fazem 6, todos gritariam com razão que a aritmética é uma palhaçada, que está errada, falsa, ou melhor, que não existe.
Pois bem, é o que o protestantismo está fazendo; e isso não somente em três ou quatro contradições, mas em milhares e milhares de incoerências.
Cada seita, cada ramos do protestantismo está em desacordo com os demais.
Um jornal protestante, inglês, há mais de 30 anos, dizia: “Não se pode enunciar, sem corar de vergonha, nem ao menos a metade das seitas que, na Inglaterra, disputam à igreja episcopal o governo das almas!” (Monthley Review).
Digam-me, será possível que a VERDADE, uma e indivisível, seja assim tão multíplice, ao ponto de haver tantas verdades quantas cabeças?
E notem que cada uma destas seitas diz ter a VERDADE, a ÚNICA verdade... toda a verdade!
Verdadeiramente, ou esta gente se diverte impudentemente com a verdade, ou não a conhece!
A última opinião é a mais provável: não a conhece.
É uma mixórdia, uma confusão completa... prova de que o protestantismo não existe, mas apenas existem protestantes...
Nenhuma unidade, nenhum fundamento. A hidra luterana tem milhares de cabeças.
Todas essas seitas aceitam o Evangelho com regra suficiente e, todavia, formulam SÍMBOLOS e impõem DOGMAS.
Filhas do mesmo pai que renegaram, amaldiçoam-se, perseguem-se entre si, chamam-se reciprocamente de heréticas, fecham-se umas às outras as portas do céu.
Se as interrogais, separadamente, encontrareis na realidade um Evangelho, mas não crentes; uma revelação, jamais, porém, cristãos.
Luteranos amaldiçoam os anglicanos; os calvinistas excomungam os metodizaras; os chorões soluçam de raiva contra os tremedores; enquanto estes pulam irados contra os saltadores, os pentecostistas mandam para o reino dos urubus os presbiterianos; os puritanos ameaçam engolir vivos ou mortos os batistas...
E tudo isso em virtude da mansidão evangélica e por se dizerem CRENTES EM JESUS.


6. A MORAL PROTESTANTE

Que afirmei da destruição que caracteriza o protestantismo leva-me necessariamente a falar de sua moral (se pode haver moral numa seita que só se ocupa em negar e destruir).
O dogma e a moral, a doutrina e a vida, os princípios e a sua aplicação são inseparavelmente unidos na prática.
O protestantismo abalou, pode-se dizer mais: rejeitou a parte dogmática, a doutrina, os princípios da religião de Jesus Cristo; deve necessariamente rejeitar a moral, a vida cristã, a prática da virtude que neles têm sua base, suas raízes e sua regra.
E de fato assim é; assim foi desde os tempos do pai dos protestantes, Lutero, e de seus companheiros.
Estou quase com receio de acumular novas acusações contra a pobre torre de Babel.
Será melhor procurar nos autores protestantes passagens que provêm ser o protestantismo eminentemente imoral, imoralíssimo, uma escola de imoralidade.
A acusação é grave.
Vejamos as provas!
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Lutero pôs como princípio de sua doutrina: A FÉ SÓ, SEM AS OBRAS, JUSTIFICA O HOMEM.
Eis o que Lutero escreveu a Melanchton:
“Sê pecador e peca energicamente, mas seja tua fé maior que teu pecado... Basta-nos termos conhecido o Cordeiro de Deus que apaga os pecados do mundo; o pecado não pode destruir em nós o reino de Deus, ainda que prevariquemos e matemos mil vezes por dia”
Desejam coisa mais clara e positiva no ensino protestante?
Se um homem tivesse a loucura de pregar uma tal doutrina em plena rua, a polícia mandaria o pregador, em dois tempos, para o xadrez, pois seria exaltar o homicídio a ladroeira e todos os crimes.
Eis, entretanto, o que Lutero teve a audácia de ensinar, e apresentar como REGRA DE VIDA.
Por isso eles se chamam: “CRENTES EM JESUS, GRAÇAS A DEUS!”
Então será isso a lei de Jesus, que dizia: Não matarás. Não escandalizarás. Não furtarás. Não cobiçarás a mulher do próximo?!
Em quem devemos acreditar: em Deus ou em Lutero?
Estão em flagrante oposição.
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Mas continuemos: o leitor tirará as conclusões.
Procuremos outros textos dos mestres protestantes.
Diz Tomás Crisp, um dos discípulos dos reformadores: “O Senhor nada tem a imputar a um eleito para o céu, ainda mesmo que este andasse mergulhado nas profundezas da impiedade, nos excessos da devassidão e cometesse todas as abominações que podem ser cometidas!”
Este é o comentário claro e cru do princípio: “Basta a fé para alguém salvar-se, de nada lhe valem as obras”
Se os protestantes não andam pela rua, de revólver em punho e faca entre os dentes para matar e roubar os detestados romanos, não é por falta de conselhos perversos de seu pai Lutero, mas – justiça se lhes faça – é porque eles valem mais do que a religião que seguem.
São honestos talvez, EMBORA SEJA PROTESTANTES, e não PORQUE são protestantes.
A conclusão é inelutável: O protestante vale mais do que o protestantismo – e digo até que um protestante, por mau e perverso que seja, não se pode tornar pior que a sua religião.
A prova está indicada acima.
Para ser bom protestante, conforme a lei da reforma, BASTA TER FÉ, podendo depois (é Lutero quem o diz) prevaricar e matal mil vezes por dia.
Quem chegará a isso?
Nenhum protestante, de certo.
Só mesmo o diabo.
E não se diga que a conclusão ultrapassa os princípios.
Eis as palavras de Lutero:
“Jesus Cristo” diz o apóstata, “arranjou o coordenou as coisas de tal maneira que não existe pecado, além do da incredulidade” (edição de Leipzig. Tom. XIV nº. 128).
“A fé”, disse ele em outra ocasião, “é uma coisa tal que, onde se encontra, nenhum pecado a pode prejudicar” (Walch: Ausgabe XII 18-28).
“OS VERDADEIROS SANTOS”, diz ele, ”DEVEM SER BONS E VALOROSOS PECADORES”
Os mesmos se dizem santos, não porque estejam sem pecado, ou porque se tornem santos por suas obras; ao contrário, eles, de si, em todas as suas obras, não são mais que pecadores e réprobos (Walch: edição de Jena T. VI. 199).
Estais ouvindo, amigos protestantes?
Barrabás é um santo protestante: só fez um homicídio.
Judas é ainda um santo protestante: só vendeu o Cristo um vez.
Merecem eles uma estátua ao lado de Lutero, Calvino, Zwinglio e Henrique VIII.
Não ACUSO A PESSOAS – ACUSO A LEI PROTESTANTE. Os protestante são mil vezes melhores do que o sistema religioso que os prende... mas é pena que gente séria, que brasileiro de sangue e de fé esteja cegado pelo erro protestante, ou pelo ignorância que os levou a tais conseqüências.

7. CONCLUSÃO

Depois das considerações que precedem é tempo de perguntarmos a nós mesmos; pode haver entre os dissidentes de nosso meio ministros PROTESTANTES convictos de sua boa fé e sinceros?
Penso que não!
Pode haver ignorantes, indiferentes; mas protestantes de boa fé, é impossível haver no Brasil.
A questão da vida futura é de uma importância tal que o h9omem de bom senso não pode quedar-se indiferente em face da sua solução.
Cada um deve necessariamente ver e examinar, pelo menos, as razões de sua religião, os motivos de credibilidade ao seu alcance.
Não é dado a todos, de certo, analisar profundamente estes motivos, mas todos podem submetê-los à luz do bom senso; e este deve existir em cada homem que não esteja louco.
Todos compreendemos que Deus existe; que nossa alma existe igualmente; que Deus dirige tudo pela sua Providência; que devem, pois, existir relações entro o Criador e a Criatura; e que essas relações , que constituem a religião, devem ser ditadas por Deus e cumpridas pelos homens.
Para isso, nenhum estudo é exigido; essas noções são do domínio da lei natural, do simples bom senso.
Cada protestante devia, pelo menos, ver, indagar a origem da religião que recebeu de seus pais e da qual apostatou e notar os motivos da apostasia.
Devia conhecer o fundador da pretensa REFORMA, indagar de suas credenciais e dos resultados alcançados...
E quem faz isso entre os pobre protestantes?...
Toda a religião entre eles consiste em repetir meia dúzia de objeções, mil vezes pulverizadas, sem querer ouvir a resposta.
Se refletissem um pouco, compreenderiam que a única religião fundada por Deus é a Igreja Católica.
Logo descobririam que a pretensa reforma é uma obra humana, datando apenas do século XVI, e feita por um homem, historicamente reconhecido por PÂNDEGO, DEVASSO e inimigo da verdade.
Um tal indivíduo não somente é incapaz de reformar a religião, mas nem merece a estima e a veneração que devem premiar um reformador.
Merece, sim, a compaixão de todos.
Os protestante o sentem tão bem, que nunca tiveram a coragem sequer de honrá-lo. Nem ao menos se sentem animados a pronunciar o seu nome.
Não, não pobres protestantes, a virtude não pode nascer do vício; a luz não pode vir das trevas, a pureza não sai da devassidão e a dignidade não se origina da revolta.
Acima da trista figura de Lutero, a bela, radiante e doce fisionomia do sucessor de Pedro, o Papa, continua a ser o que sempre foi, a imagem da união, da paz e da virtude, dirigindo, através das vicissitudes dos tempos, os destinos da Santa Igreja de Jesus Cristo, como sendo o Cristo visível no meio dos homens.
Esta Igreja – eles o sabem muito bem, pois nasceram católicos – nesta Igreja continua a florescer a virtude e a santidade.
Cada ano são elevados às honras dos altares centenas de Santos, homens heróicos, que souberam levar até ao heroísmo a prática da virtude e da abnegação.
Citemos apenas, entre milhares de outros, a mundial Santa Teresinha de Jesus, passando o seu céu – como ela o predisse – a fazer o bem na terra, por milhares de graças e milagres, que diariamente espalha sobre a humanidade.
E o protestantismo, durante os seus 400 anos (na verdade agora, quase meio milênio) de existência, não soube produzir nenhuma alma de escol, nenhuma Irmã de Caridade, nenhum ministro casto, nenhum santo.
É a esterilidade completa!




Exemplo de Santidade - Tereza de Calcutá




Não soube o protestantismo produzir uma obra de caridade notável, nem ao menos uma instituição desinteressada.
Nada! Nada! Só sabe destruir, caluniar, atacar e odiar...
E será isso religião?
Será a religião do amor, da caridade, do perdão, da misericórdia, do progresso?
Não; é impossível! Nenhum homem de bom senso pode afirmar isso; menos ainda sustentá-lo e defendê-lo com sinceridade.
Não, ainda uma vez; não pode haver protestante sincero e de boa fé no meio de uma nação católica.
Pode haver ignorantes fanáticos, orgulhosos, pretensiosos, invejosos, mesquinhos, mas convictos, nunca!
Nunca, porque a convicção exige uma base, e o protestantismo não a tem.
E admitindo-se ter ele uma base, esta só pode ser a revolta, o vício, o ódio, tais como se manifestavam na pessoa de seu fundador Lutero.
E sobre tal fundamento não se pode construir a virtude.
Tudo isso é do domínio do simples bom senso.
A inteligência humana, sendo a bússola condutora do homem, deve ser respeitada, e não pode estar em contradição com a própria Bíblia, porque ambas, razão e palavras inspirada, sãs obras de Deus. E Deus não pode estar em oposição consigo mesmo.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

INDICE DAS MENTIRAS DESMASCARADAS


ABORTISTAS
EXCOMUNHÃO DOS ABORTISTAS - CORDEL

ADORAR
VENERAR É SEMPRE SINÔNIMO DE ADORAR?

ALBERTO RIVERA
FALSO EX-PADRE - UM TRAPACEIRO COMO HERÓI

ALMA
IGREJA DIZIA QUE OS NEGROS NÃO TINHAM ALMA

ALTERAÇÃO
ALTERAÇÃO NO CREDO APOSTÓLICO

ANGÚSTIA INFERNAL
EXPANSÃO - BRASIL,
NAÇÃO EVANGÉLICA
FALSIFICAÇÃO - CORRUPÇÃO E MUTILAÇÃO DAS BÍBLIAS
INQUISIÇÃO CATÓLICA, PROTESTANTE, MORTE DE INOCENTES

ANÍBAL PEREIRA DOS REIS
EX-PADRE - FALSIFICADOR - FORJOU CARTA

APÓCRIFOS
DEUTEROCANÔNICOS - APÓCRIFOS NA BÍBLIA

BABILONIA
DUAS BABILÔNIAS

BANQUEIRO DE DEUS
PAUL MARCINKUS - MORTE JOÃO PAULO I

BATISMO
INVENTADO BATISMO DE CRIANÇAS EM 416
OBRIGATÓRIO POR CONSTANTINO

BESTA
O NÚMERO DA BESTA
O PAPA NÃO É MAIS A BESTA

BÍBLIA
APÓCRIFOS - DEUTEROCANÔNICOS - APÓCRIFOS NA BÍBLIA CONCÍLIO - 367 - CONCÍLIO DE HIPO APROVA 66 LIVROS DEUTEROCANÔNICOS NÃO CITADOS NO N.TESTAMENTO
FALSIFICAÇÃO - CORRUPÇÃO E MUTILAÇÃO DAS BÍBLIAS PROTESTANTES
PROIBIÇÃO - BISPO - A PROIBIÇÃO DA BÍBLIA E OS TRÊS BISPOS
TRADUÇÃO - LUTERO, O PRIMEIRO TRADUTOR ALEMÃO
VERDADEIRA - COMO SABER - QUAL É A BÍBLIA VERDADEIRA?

BISPOS
MÉDIUM - BISPO CATÓLICO MÉDIUM DE MENTIRA!
PROIBIÇÃO DA BÍBLIA E OS TRÊS BISPOS

CIÊNCIA
A CIÊNCIA RIDICULARIZA A IGREJA
IGREJA CATÓLICA CONTRA O AVANÇO DA CIÊNCIA

BRASIL
NAÇÃO EVANGÉLICA
CHARLES CHINIQUY

COMUNISMO
Ontem Genocidas - Hoje... Heróis!

CONCÍLIO
367 -CONCÍLIO DE HIPO APROVA 66 LIVROS

CONSTANTINO
BATISMO OBRIGATÓRIO
FUNDOU A IGREJA CATÓLICA?
RELIGIÃO OFICIAL DE ROMA
PRIMEIRO PAPA

CREDO
ALTERAÇÃO NO CREDO APOSTÓLICO

CRIANÇA
BATISMO DE CRIANÇAS INVENTADO EM 416

CRUZ
SATANISMO - CRUZ INVERTIDA

CONSTANTINO
CELEBRA O 1º. CONCÍLIO EM 325

CONVENTO
PROSTÍTULO – 6.000 ESQUELETOS DE CRIANÇAS

CORDÉIS
EXCOMUNHÃO DOS ABORTISTAS FERNANDO

CRISTÃO
MISSA - 394, O CULTO CRISTÃO É SUBSTITUÍDO PELA MISSA

DESENVOLVIMENTO
PAÍZES PROTESTANTES

DECLÍNIO
PAPADO - SEU DECLÍNIO

DEUTEROCANÔNICOS
APÓCRIFOS NA BÍBLIA NÃO CITADOS NO NOVO TESTAMENTO

DEZ MANDAMENTOS
ADULTERADOS PELA IGREJA CATÓLICA

ESQUELETOS
CONVENTO PROSTÍTULO – 6.000 ESQUELETOS DE CRIANÇAS

EUCARISTIA
PAPAS NEGAVAM A TRANSUBSTANCIAÇÃO

EVANGÉLICOS
CRESCIMENTO CATÓLICO E FIM DOS EVANGÉLICOS
DESENVOLVIMENTO DOS PAÍSES PROTESRANTES
EXPANSÃO - BRASIL, NAÇÃO EVANGÉLICA
INQUISIÇÃO CATÓLICA, PROTESTANTE, MORTE DE INOCENTES NO MAIOR PAÍS PROTESTANTE
INQUISIÇÃO PROTESTANTE

EX-PADRE
ANÍBAL PEREIRA DOS REIS - FALSIFICADOR - FORJOU CARTA
ALBERTO RIVERA - UM TRAPACEIRO COMO HERÓI
CHARLES CHINIQUY - COSTUMES REPROVÁVEIS E ROUBO
RAIMUNDO PEREIRA - FALSO EX-PADRE - SEMI ALFABETIZADO

FALSIFICAÇÃO
ANIBAL PEREIRA DOS REIS - FORJOU CARTA
CORRUPÇÃO E MUTILAÇÃO DAS BÍBLIAS PROTESTANTES

FALSO EX-PADRE
ALBERTO RIVERA - UM TRAPACEIRO COMO HERÓI
RAIMUNDO PEREIRA (PR.), FALSO EX-PADRE

HIPONA
CONCÍLIO DE HIPO APROVA 66 LIVROS EM 367

HISTÓRIA
ORIGEM DA IGREJA ANGLICANA
VERDADEIRA HISTÓRIA DA IGREJA ANGLICANA

IDOLATRIA
BONIFÁCIO IV RESSUSCITA A IDOLATRIA

IGREJA ANGLICANA
BATISTAS PERSEGUIDOS POR 1200 ANOS
HISTÓRIA - A VERDADEIRA HISTÓRIA DA IGREJA ANGLICANA
ORIGEM - A ORIGEM DA IGREJA ANGLICANA

IGREJA BATISTA
HOSIUS - BATISTAS PERSEGUIDOS POR 1200 ANOS

IGREJA CATÓLICA
BABILÔNIA - AS DUAS BABILÔNIAS
CATÓLICA - ESTE TERMO SURGE EM 156
CATÓLICA - ESTE TERMO SURGE EM 381
CIÊNCIA - IGREJA CATÓLICA CONTRA O AVANÇO DA CIÊNCIA
CIÊNCIA RIDICULARIZA A IGREJA
CONSTANTINO - CONSTANTINO FUNDOU A IGREJA CATÓLICA?
CONSTANTINO - RELIGIÃO OFICIAL DE ROMA
CRESCIMENTO - FIM DOS EVANGÉLICOS
DEZ MANDAMENTOS ADULTERADOS PELA IGRE CATÓLICA
GALILEU E A IGREJA
GIORDANO BRUNO CONDENADO POR SUAS IDÉIAS
INQUISIÇÃO CATÓLICA, PROTESTANTE, MORTE DE INOCENTES NO MAIOR PAÍS PROTESTANTE
NEGROS - A IGREJA DIZIA QUE OS NEGROS NÃO TINHAM ALMA
IGREJA CRISTÁ NÃO TINHA NOMES
NÚMERO DA BESTA
PROSTITUTA - A PROSTITUTA DO APOCALIPSE
ROMANA – A PALESTINA ERA UM TERRITÓRIO ROMANO
ROUBO - A IGREJA SANCIONA ROUBO

IMAGENS
PROIBIÇÃO - PATRÍSTICA - PROIBIÇÃO DE IMAGENS

ÍNDICE
MENTIRAS EM SITES RELIGIOSOS - MUSEU DA MENTIRA

INDULGÊNCIAS
VENDA DE INDULGÊNCIAS

INQUISIÇÃO
CATÓLICA, PROTESTANTE, MORTE DE INOCENTES NO MAIOR PAÍS PROTESTANTE PROTESTANTE VÍTIMAS - 75-100 MILHÕES DE VÍTIMAS
VÍTIMAS - MATANÇA GERAL

INVENÇÃO
ADORAÇÃO DA MÃE DE DEUS OFICIALIZADA EM 431
CATÓLICA - SURGE O TERMO IGREJA CATÓLICA EM 156
BATISMO DE CRIANÇAS INVENTADO EM 416
É CONSIDERADA MÃE DE DEU em 400

IRMÃS
ESQUELETOS - CONVENTO PROSTÍTULO – 6.000 ESQUELETOS DE CRIANÇAS
PAPA - AS ESCRAVAS DO PAPA

JESUÍTAS
CONSPIRAÇÃO JUSUÍTICA (MARY SCHULTZE)
JURAMENTO JESUÍTA J

JURAMENTO
JURAMENTO JESUÍTA

LUTERO
HEREGE - O PAPA IRÁ RECONHECER QUE LUTERO NÃO ERA HEREGE
HISTÓRIA - O DIABO, LUTERO E O PROTESTANTISMO
TRADUÇÃO - O PRIMEIRO TRADUTOR ALEMÃO

MARIA
MÃE DE DEUS - 400 - É CONSIDERADA MÃE DE DEUS
MÃE DE DEUS - 431 - ADORAÇÃO OFICIALIZADA
VIRGINDADE - TERTULIANO AFIRMOU QUE TEVE OUTROS FILHOS

MÉDIUM
BISPO CATÓLICO MÉDIUM DE MENTIRA!

MENTIRAS
SITES RELIGIOSOS - MUSEU DA MENTIRA

MISSA
CULTO CRISTÃO É SUBSTITUÍDO PELA MISS EM 394

NEGROS
IGREJA DIZIA QUE OS NEGROS NÃO TINHAM ALMA

PADRES
INVENÇÃO - CELIBATO - 1074 - PROIBIDO CASAMENTO DE PADRES
INÁCIO DE LOYOLA - PADRE LOYOLA PROSTRADO DIANTE DE PIO II
JESUÍTAS - JURAMENTO - JURAMENTO DOS JESUÍTAS
JESUÍTAS - MARY SCHULTZE - A CONSPIRAÇÃO JESUÍTICA

PAÍSES PROTESTANTES
DESENVOLVIMENTO DOS PAÍSES PROTESTANTES

PALAVRAS
VENERAR – ADORAR - SÃO SEMPRE PALAVRAS SINÔNIMAS?

PAPA
BESTA - OPAPA NÃO É MAIS A BESTA
BONIFÁCIO IV - RESSUSCITA A IDOLATRIA
CONSTANTINO - CONSTANTINO FOI O PRIMEIRO PAPA
DECLÍNIO DO PAPADO
DOCUMENTOS - BENEFICIADO - PAPADO AJUDADO POR FALSOS DOCUMENTOS ESCRAVAS DO PAPA
IGREJA - AUTONOMIA - PERDA DE AUTONOMIA DAS IGREJAS EM 401
JOANA - PAPISA - PAPISA JOANA
JOÃO PAULO I - BANQUEIRO DE DEUS PAUL MARCINKUS
JOÃO XXIII - PROSTÍBULOS - COBRAVA IMPOSTO DE PROSTÍBULOS
LUTERO - PAPA IRÁ RECONHECER QUE LUTERO NÃO ERA HEREGE
PEDRO - FRAGMENTO - PEDRO É UM FRAGMENTO DE ROCHA PEDRO - ROMA - MENTIRA SUPERINTERESSANTE
PEDRO - ROMA - PEDRO NUNCA ESTEVE EM ROMA
PIO IX - PESTE - CHAMA DE PESTE AS SOCIEDADE BÍBLICAS
NO PRINCÍPIO NÃO HAVIA BISPO SUPERIOR AOS DEMAIS
PRIMEIRO PAPA: CONSTANTINO
TORTURA - CLEMENTE V - ORDENA TORTURA NA INGLATERRA TRANSUBSTANCIAÇÃO - PAPAS NEGAVAM A TRANSUBSTANCIAÇÃO
TYNDALE - QUEIMOU - TYNDALE ERUDITO TRADUTOR DA BÍBLIA
VATICANO - DISCÓRDIA - VATICANO PROVOCA DISCÓRDIAS NO BRASIL
ZEFERINO - HERESIA - COMEÇA MOVIMENTO HERÉTICO EM 197

PROIBIÇÃO
IMAGENS TRÊS BISPOS - PROIBIÇÃO DA BÍBLIA

PROSTITUTA
IGREJA CATÓLICA - A PROSTITUTA DO APOCALIPSE

PROTESTANTES
CRESCIMENTO CATÓLICO E FIM DOS EVANGÉLICOS
DESENVOLVIMENTO DOS PAÍSES PROTESTANTES
EXPANSÃO - BRASIL, NAÇÃO EVANGÉLICA
INQUISIÇÃO CATÓLICA, PROTESTANTE, MORTE DE INOCENTES NO MAIOR PAÍS PROTESTANTE
INQUISIÇÃO PROTESTANTE

PURGATÓRIO
INVENÇÃO - EXISTÊNCIA - 503: O PURGATÓRIO COMEÇA E EXISTIR
INVENÇÃO - EXISTÊNCIA - INVENTADO EM 503, 593, 787, 1438
INVENÇÃO - EXISTÊNCIA - NÃO EXISTIA EM 1471 OU EM 503?
INVENÇÃO - ORAÇÃO - REZA PELOS MORTOS

RAIMUNDO PEREIRA
EX-PADRE - FALSO EX-PADRE - Pr RAIMUNDO PEREIRA

ROMANA
PALESTINA ERA UM TERRITÓRIO ROMANO

ROUBO
IGREJA SANCIONA ROUBO

SANTOS
COMEÇA A VENERAÇÃO DOS SANTO EM 370

SÃO FRANCISCO XAVIER
LEVA À MORTE 400.000 JAPONESES

SATANISMO
CRUZ INVERTIDA

SUICÍDIO
ANGÚSTIA INFERNAL

TRADIÇÃO
BÍBLIA - SUPERIOR - IGUAL OU SUPERIOR À BÍBLIA

TRADUÇÃO
LUTERO, O PRIMEIRO TRADUTOR ALEMÃO

TRANSUBSTANCIAÇÃO
PAPAS NEGAVAM A TRANSUBSTANCIAÇÃO

VATICANO
CRIAÇÃO DO ESTADO DO VATICANO
DOCUMENTAÇÃO - ESTADO DO VATICANO

VELAS
INVENÇÃO - IGREJAS - 320 - COMEÇAM A USAR VELAS NAS IGREJAS

VENDA
INDULGÊNCIAS

VENERAR
ADORAR – SÃO SEMPRE PALAVRAS SINÔNIMAS?

VIRGINDADE
TERTULIANO AFIRMOU QUE MARIA TEVE OUTROS FILHOS

VÍTIMAS
75-100 MILHÕES DE VÍTIMAS GALILEU E A IGREJA
GIORDANO BRUNO CONDENADO POR SUAS IDÉIAS
MATANÇA GERAL PELA INQUISIÇÃO
SÃO FRANCISCO XAVIER LEVA À MORTE 400.000 JAPONESES

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TESTEMUNHO DE GLÓRIA POLO
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Extraído de uma das entrevistas feitas à Dra. Gloria Polo na Rádio Maria (Colômbia).

Irmãos! Realmente é muito lindo poder estar aqui compartilhando esse maravilhoso presente que o Senhor me deu há mais de 10 anos. Isso aconteceu em 8 de maio de 1995 na Universidade Nacional de Bogotá. Eu e um sobrinho estávamos nos especializando em odontologia e tínhamos que buscar uns livros na Faculdade de Odontologia numa sexta-feira à tarde. Meu esposo estava conosco. Estava chovendo muito forte, eu e meu sobrinho estávamos debaixo de um pequeno guarda-chuva e meu esposo tinha sua jaqueta impermeável e se aproximou da parede da Biblioteca Geral, e nós, enquanto saltávamos as poças d’água, sem perceber nos aproximamos de umas árvores. Quando fomos saltar uma grande poça, caiu um raio sobre nós. Nos deixou carbonizados e meu sobrinho faleceu ali. Ele era um rapaz, apesar da pouca idade, muito entregue ao Senhor e era muito devoto do Menino Jesus. Ele usava uma medalhinha do Menino Jesus no peito, dentro de uma moldura de cristal. Segundo o laudo, o raio entrou através da medalha e atingiu-lhe o coração, queimando-o por dentro e saindo pelo pé, mas por fora ele não se carbonizou, nem se queimou. Por outro lado, o raio entrou em mim pelo braço, me queimou de forma espantosa todo o meu corpo, por fora e por dentro. Isso que estão vendo aqui, este corpo reconstituído, é misericórdia de Nosso Senhor. Fui carbonizada, fiquei sem seios, praticamente me desapareceu toda minha carne e minhas costelas, o ventre, as pernas... o raio saiu pelo meu pé direito, me carbonizou o fígado, se queimaram os rins, os pulmões... Eu usava DIU, de maneira que o T de cobre, bom condutor elétrico, me carbonizou, me pulverizou os ovários, tive uma parada cardíaca, fiquei ali, sem vida, meu corpo pulava por causa da eletricidade que ficou por todo este local. Mas vejam, esta é só a parte física.

A parte mais bonita, a parte mais linda, é que enquanto meu corpo estava ali carbonizado, eu, neste instante, me encontrava dentro de um lindo túnel branco, era uma delícia, uma paz, uma felicidade que não há palavras humanas para descrever a grandeza deste momento, era um êxtase imenso, eu ia muito feliz, nada me pesava dentro deste túnel, olhei ao fundo desse túnel e havia como um sol, uma luz lindíssima. Eu digo que é branco para colocar uma cor, mas nenhuma das cores é comparável humanamente a essa luz maravilhosa. Eu sentia a fonte de todo esse Amor, dessa paz...

Quando eu vou subindo, digo... “Quarta-feira! Eu morri!” E nesse instante penso nos meus filhos e digo: “Ai meu Deus, meus filhos! O que vai ser deles? Essa mãe tão ocupada, nunca teve tempo para eles.” Aí me dou conta da minha realidade de vida e me sinto triste. Saí de minha casa para transformar o mundo e meu lar, meus filhos, pareciam demais para mim.

Neste instante de vazio pelos meus filhos, dou uma olhada e vejo algo belo... Meu corpo já não estava nas medidas de tempo nem de espaço daqui da Terra, e vi todas as pessoas num mesmo instante, num mesmo momento, todas as pessoas, as vivas e as mortas e abracei os meus bisavós. Abracei meus pais que já haviam falecido, abracei a todos e foi um momento pleno e maravilhoso. Aí me dei conta de que havia caído por terra a teoria da reencarnação e eu via meu avô, meu bisavô, eles me abraçaram por um momento e encontrei com todas as pessoas que tiveram a ver comigo em minha vida, em todo lugar, ao mesmo instante.

Só minha filha de 9 anos (que estava viva) que se assustou quando a abracei, ela sim sentiu meu abraço. Não havia passado nada de tempo nesse momento tão lindo, e que maravilha estar sem o corpo! Já não via as coisas como antes, quando só olhava se alguém era gordo, ou magro, ou feio, ou negro, sempre olhando com critérios. Não era assim quando não tinha meu corpo humano. Eu podia ver o interior das pessoas, como é lindo poder ver o interior das pessoas! Ver nelas seus pensamentos, seus sentimentos. Abracei a todos em um instante e, no entanto, eu continuava subindo e subindo, cheia de alegria. Quando senti que ia desfrutar de uma vista fantástica onde havia no fundo um lago belíssimo, neste mesmo instante, ouço a voz do meu esposo, ele chora e com um grito profundo e cheio de sentimento me grita:

“O que aconteceu? Gloria! Por favor, não se vá! Volte, Gloria! As crianças, Gloria! Não seja covarde!”

Neste instante, dou uma olhada como que global e o vejo chorando, com muita dor e então o Senhor me concede regressar. Eu não queria vir, de tanta alegria, paz e felicidade. Então, comecei a descer devagar, buscando meu corpo e me encontrei sem vida. Meu corpo estava na maca da enfermaria da Universidade Nacional de Enfermagem, via como os médicos davam choques elétricos em meu coração para me salvar da parada cardíaca.

Durante duas horas e meia fiquei ali jogada, porque não podiam nos levar dali porque “lhes passávamos corrente” a todo mundo, até que finalmente deixamos de “passar corrente” e puderam nos atender.

Começaram a me reanimar.

Eu cheguei e pus os meus pés aqui no topo de minha cabeça e com violência uma faísca entrou em mim. Eu entrei no meu corpo, me doeu muito entrar e senti que saíam faíscas por todos os lados. Eu sentia encapsular-me nisto “tão pequenininho”. E a dor que sentia, minha carne queimava, como me doía! Saía fumaça e vapor. E a dor mais terrível, a dor de minha vaidade.

Eu tinha critérios para tudo, era uma mulher executiva, era a intelectual, a estudante, a escravizada pelo corpo, escrava da beleza e da moda: 4 horas diárias de exercícios aeróbicos. Escravizada para ter um corpo bonito. Massagens, dietas, bem... de tudo o que possam imaginar, essa era minha vida. Uma rotina de escravidão por um belo corpo. E eu dizia: Bem...se tenho seios bonitos é para mostrar, assim como minhas pernas, porque sentia que tinha pernas esculturais, assim como os seios, e num instante via tudo com horror. Toda uma vida cuidando do corpo. Isso era o centro da minha vida, o amor ao meu corpo. E já não havia corpo. Nem seios. Havia uns buracos impressionantes em todo o seio esquerdo, estava praticamente desaparecido, e minhas pernas, era o mais terrível, havia pedaços vazios e sem carne, tudo preto, carbonizado...
Dali me levaram ao Seguro Social, rapidamente me operaram e começaram a raspar todos os meus tecidos queimados. Quando estou anestesiada, volto a sair do meu corpo. Estava olhando o que faziam os médicos com o meu corpo. Estava preocupada com minhas pernas. De repente aconteceu algo terrivelmente horroroso.

Porque conto a vocês, irmãos, eu fui uma “Católica Dietética” durante toda a minha vida. Minha relação com o Senhor era uma eucaristia aos domingos, em missas de 25 minutos, onde o padre falasse menos, porque que desespero e que angústia! Essa era minha relação com Deus. E como essa era a relação que eu tinha com Deus, todas as correntes do mundo me arrastavam como um cata-vento, a ponto de que quando já estava me especializando nos estudos, o mundo me dizia que o inferno não existia, que os diabos não existiam. Medo? Quem disse? Mas vergonhosamente confesso que a única coisa que me mantinha na igreja era o medo do diabo. Quando me diziam que não existe, que luta! E eu dizia: “Bem...Todos vamos para o Céu, não importa como somos.” Então, isso terminou afastando-me de uma vez do Senhor.

O pecado não ficou só em mim e começo a piorar ainda mais minha relação com o Senhor.

Começo a dizer a todo mundo que os demônios não existem, que são invenção dos padres, que são manipulações. Com meus companheiros da Nacional, comecei a acreditar no conto de que Deus não existia e que éramos produto da evolução. Vejam, quando me vejo neste instante, que susto terrível! Vejo uns demônios que vêm buscar seu pagamento: Eu! Nesse instante, começo a ver como da parede do centro cirúrgico começam a brotar muitíssimas pessoas. Aparentemente pessoas comuns, mas com um olhar de ódio tão grande, um olhar espantoso, e me dou conta que neste instante que em meu corpo há uma sabedoria especial e percebo que devo algo a todos eles, que o pecado não foi grátis e que a principal infâmia e mentira do demônio foi dizer que não existia, e vejo que vêm ao meu encontro e começam a me rodear e querem me levar.

Vocês façam idéia do susto, do terror que senti.

Essa mente científica e intelectual já não me servia de nada. Eu caía ao chão, tentava voltar para dentro do meu corpo, mas minha carne não me recebia. Neste susto tão terrível, saí correndo e não sei em que instante atravessei a parede do centro cirúrgico. Eu pretendia me esconder pelos corredores do hospital, mas quando passei pela parede do centro cirúrgico... “zas”, dei um salto no vazio...

Entrei por uma quantidade de túneis que vão para baixo. No princípio tinham luz e eram luzes como colméias de abelhas, onde havia muitíssima gente. Mas eu vou descendo e a luz vai se perdendo e começo a andar nos túneis de trevas espantosas e quando chego a umas trevas, essas não se coparam com as trevas que conhecemos. Imagine que o mais escuro do escuro que conhecemos se parece à luz de meio-dia comparado a essas trevas que vi. Não se pode comparar. Elas mesmas ocasionam dor, horror, vergonha e cheiram mal. E eu termino essa descida por entre todos os túneis e chego desesperada a uma parte plana... Essa vontade de ferro que eu dizia que tinha, onde me sentia capaz de tudo, já não me servia de nada. Eu queria subir, mas não podia, e estava ali. Vejo como nesse piso se abre uma boca enorme e sinto um vazio impressionante em meu corpo, um abismo ao fundo inenarrável, porque o mais espantoso desse oco era que não se sentia nem um pouco o Amor de Deus, nem uma gota de esperança e esse oco tem algo que me suga para dentro e eu grito aterrorizada.

Eu sabia que se entrasse aí, minha alma estaria morta.

Esse horror era tão grande e quando estou entrando, algo me sustenta pelos pés. Meu corpo entrou neste oco, mas meus pés estavam sustentados para cima. Foi um momento muito doloroso e terrível. Vejam só... Meu ateísmo ficou pelo caminho e comecei a gritar: “Almas do purgatório! Por favor, me tirem daqui!” Quando eu estava gritando, foi um momento de uma dor imensa, porque me dou conta de que aí se encontram milhares e milhares de pessoas neste oco, sobretudo jovens, e com dor me dou conta que começo a escutar ranger de dentes, com uns gritos e lamentações que me estremeciam. Muitos anos me custaram para assimilar isso, porque eu me punha a chorar cada vez que me lembrava do sofrimento destas pessoas, e percebo que ali estavam todas as pessoas que em um segundo de desespero se haviam suicidado e estavam nestes tormentos com todas as coisas que ai se encontravam, mas o mais terrível destes tormentos é a ausência de Deus. Não se sentia o Senhor. Nessa dor, começo a gritar: “Quem se equivocou? Olhem como sou santa! Jamais roubei, eu nunca matei, eu fazia compras para os pobres, eu extraía dentes de graça ajudando os que necessitavam. O que faço aqui? Eu ia à Missa aos domingos, apesar de que me considerasse atéia, nunca faltei, se faltei cinco vezes à Missa em toda a minha vida foi muito. Eu era alma que sempre ia à Missa. E o que faço aqui? Eu sou católica, por favor, eu sou católica, tirem-me daqui!”

estou gritando que sou católica, vejo uma pequena luz.

Entendam que uma luz nestas trevas é o maior presente que alguém poderia receber.

Vejo umas escadas por cima deste oco, vejo meu pai, que havia falecido cinco anos atrás, ele estava quase atrás do oco, tinha um pouquinho de luz e quatro degraus mais acima vejo minha mãe, com muito mais luz e numa posição de oração. Quando os vi me deu uma alegria tão grande e comecei a gritar: “Paizinho, mãezinha, por favor, me tirem daqui, eu suplico, me tirem daqui!”

Quando eles baixaram a vista e meu pai me viu ali... se houvessem visto que dor tão grande eles sentiram; neste lugar podemos sentir os sentimentos dos outros, podemos ‘ver’ essa parte e ‘vi’ essa dor tão grande. Meu pai começou a chorar e colocava as mãos na cabeça e tremia: “Minha filha, minha filha!” E minha mãe orava, então percebo que eles não podem me tirar dali e a dor que me inundava era sentir a dor que eles sentiam e estavam compartilhando essa dor comigo. Começo a gritar de novo: “Por favor, vejam, me tirem daqui, eu sou católica! Quem se enganou? Por favor, me tirem daqui!” E quando estou gritando pela segunda vez, se escuta uma voz, é uma voz doce, é uma voz que quando a escuto, se estremece toda a minha alma, e tudo se inundou de amor e de paz, e todas estas criaturas saíram apavoradas, porque elas não resistem ao Amor, nem à paz e eu sinto essa paz, e essa voz me diz: “Muito bem, se você é católica, diga-me os dez mandamentos da lei de Deus.”

E que golpe tão horrível! Ouviram? Eu sabia que eram dez, mas daí em diante, nada! “Quarta-feira! O que vou fazer aqui?” Minha mãe sempre me falava do primeiro mandamento de Amor. Finalmente me serviu para alguma coisa. Vamos ver como me sairei dessa, pensava... Tomara que não se lembrem dos demais mandamentos. Pensava em manipular a situação, como sempre costumava fazer por aqui, eu sempre tinha resposta para tudo, tinha a desculpa perfeita, e sempre me justificava e me defendia de tal maneira que ninguém perceberia o que eu não sabia.

Então começo a dizer: “O primeiro: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”... “Muito bem” – e me dizem: “Você O tem amado?” E eu digo: “Sim, eu sim, eu sim!” E é quando me dizem: “Não!” Vejam, quando me disseram “não!”, aí sim senti a corrente elétrica daquele raio, porque eu não percebi em que parte me havia caído o raio, não sentia nada, e me dizem: “Não! Você não tem amado ao seu Senhor sobre todas as coisas, e muitíssimo menos ao seu próximo como a você mesma. Você fez um deus e o acomodou à sua vida só nos momentos de necessidade! Você se prostrava diante Dele quando era pobre, quando sua família era humilde, quando queria se tornar uma profissional! Aí sim todos os dias você rezava, e se prostrava tempos inteiros, horas inteiras suplicando ao seu Senhor! Orando e pedindo para que Ele a tirasse dessa pobreza e permitisse que fosse uma profissional , que fosse alguém! Quando tinha necessidade, ou queria dinheiro, então rezava um Rosário ao Senhor. Essa era a relação que você tinha com o Senhor!”

Eu via ao meu Senhor de verdade com tristeza. Comento que minha relação com Deus era de ‘caixa automático’. Rezava um Rosário e tinha que aparecer dinheiro, essa era minha relação com Ele. E me mostram, tão logo o Senhor me permitiu que tivesse uma profissão, que começo a ter um nome e começava a ganhar dinheiro, então o Senhor já me parecia “pequenininho”, e já comecei a ficar orgulhosa, nem sequer expressava uma mínima relação de amor com o Senhor. Ser agradecida? Jamais! Nem sequer abria os olhos dizendo... ‘Senhor, obrigada por este dia, obrigada por minha saúde, pela vida dos meus filhos, pela minha casa, coitadinhos dos que não tem casa, nem comida, Senhor!’ Nada. Era muito mal agradecida.

E a voz seguia dizendo...

“Fora isso, você pôs o Senhor num nível tão baixo, que acreditava mais em Mercúrio e Vênus para ter sorte, andava cegada pela astrologia, dizendo que os astros conduziam a sua vida. Começou a andar em todas as doutrinas que o mundo oferecia. Começou a acreditar que simplesmente você morria e voltava para recomeçar. Você se esqueceu da ‘Graça!’, que havia custado um preço de sangue ao seu Senhor.” Me fazem um exame dos Dez Mandamentos. Mostram-me que eu dizia que adorava, que amava a Deus com minhas palavras, mas na verdade eu adorava a Satanás. Porque em meu consultório chegava uma senhora que fazia ‘mandingas’, e eu dizia... ‘Eu não acredito nisso, mas pode fazer, porque se não fizer bem, mal tampouco fará.’ E ela começava a fazer suas ‘mandingas’ para dar boa sorte. Ela havia posto num canto onde não se podia ver uma penca de aloés com uma ferradura para afastar as más energias.

Olhem tudo isso, que vergonhoso! Fazem uma análise da minha vida sobre os dez mandamentos, me mostram como atuei com o próximo, como dizia a Deus que o amava quando ainda não havia me afastado Dele, quando ainda não havia começado a andar no ateísmo eu dizia: “Meu Deus, eu te amo!” Mas com essa mesma língua que eu louvava o Senhor, com essa mesma língua eu falava mal de todo mundo, criticava, apontava com o dedo, sempre a ‘santa Gloria’, e me mostravam que eu dizia que amava a Deus, mas era uma invejosa, mal agradecida, jamais reconheci todo o esforço e o amor, a entrega de meus pais para me dar uma profissão, para me levantar. “Tão rápido você alcançou uma profissão, mas até seus pais já não tinham importância, a ponto de chegar a se envergonhar de sua mãe, pela humildade e pela pobreza dela.”

E me mostram como esposa...

Quem era? Passava todo o dia renegando, desde que me levantava. Meu esposo me dizia: “Bom dia!” E eu respondia: “Que bom dia? Não vê que está chovendo?” Eu o renegava o tempo todo. E com meus filhos? Mostram-me que nunca, jamais tive compaixão para com o próximo, por meus irmãos de fora. E o Senhor me dizia: “Você nunca pensou: coitadinhos dos doentes, Senhor! Dá-me a graça de poder acompanhá-los em sua solidão. As crianças que não tem mãe, os órfãos, quantas crianças sofrendo, Senhor!” ...Meu coração era de pedra...no exame dos dez mandamentos não passei nem meio. Terrível! Espantoso! Vivia um verdadeiro caos. Como que eu não havia matado e assassinado tanta gente? Por exemplo, eu fiz muitas compras de supermercado para as pessoas que necessitavam, mas não dava por amor, dava pela imagem, porque como eu era muito rica eu queria ‘fazer bonito’ diante dos outros e assim eu manipulava as pessoas.

E então eu dizia:

“Toma, lhe dou essa compra, mas você me faz o favor e vá à reunião do colégio dos meus filhos, porque eu não tenho tempo de ir a essas reuniões.” E assim eu dava coisas a todo mundo, mas eu os manipulava, além disso eu adorava que houvesse um montão de gente atrás me mim me dizendo que eu era bondosa, que eu era uma santa. Eu me criei uma imagem! E me dizem: “É que você tinha um deus e esse deus era o dinheiro! Por ele você se condenou! Por ele você afundou no abismo e se afastou do Senhor.” Nós havíamos tido muito dinheiro, mas estávamos quebrados, endividadíssimos, havia acabado nosso dinheiro, então, quando me dizem do ‘deus dinheiro’ eu gritei: “Mas que dinheiro se deixei muitas dívidas lá na terra?”

Quando me falaram, por exemplo, do segundo mandamento, via que eu, pequenina, infelizmente aprendi que para evitar os castigos da minha mãe que eram bastante severos, aprendi que as mentiras eram excelentes e comecei a caminhar com o pai da mentira (Satanás), e comecei a ficar mentirosa e à medida que meus pecados iam crescendo, as mentiras iam aumentando. Percebia que minha mãe respeitava muito o Senhor e para ela o nome do Senhor era santíssimo, então eu pensei e disse: “Aqui tenho a arma perfeita.” E comecei a jurar em vão, e lhe dizia: “Mãe, eu juro por Deus!” e assim evitava os castigos. Imaginem, quando mentia eu colocava o Santíssimo nome do Senhor nas minhas porcarias, na minha imundície, porque eu estava tão cheia de sujeira e de tanto pecado...

E vejam, irmãos, aprendi que as palavras não se perdem ao vento. Quando minha mãe ficava irredutível eu lhe dizia: “Mãe, que me parta um raio se estou mentindo!”, e a palavra vagou pelo tempo e vejam que por misericórdia de Deus eu estou aqui, porque na realidade o raio entrou em mim e me partiu praticamente ao meio e me queimou.

Mostravam-me como eu, que me dizia católica, era uma pessoa que não tinha palavra e sempre me antepunha ao Santo nome do Senhor.

Fiquei impressionada ao ver como o Senhor mostrava a todas as criaturas estas coisas espantosas e se prostravam ao chão, numa adoração impressionante. Vi a Santíssima Virgem prostrada aos pés do Senhor, orando por mim, numa extrema adoração, e eu, pecadora, desde minha imundície, cara a cara com o Senhor. Como fui ‘tão boa’, renegando e maldizendo o Senhor...

Sobre o santificar as festas, foi espantoso. Senti uma imensa dor. A voz me dizia que eu dedicava de quatro a cinco horas ao meu corpo e nem sequer dez minutos diários de profundo amor ao Senhor, de agradecimento ou de uma oração. Começava a rezar o Rosário com tamanha velocidade e eu dizia: “Nos comerciais da novela consigo terminar o Rosário”. Mostravam como nunca fui agradecida ao Senhor, e também me mostravam o que eu dizia quando me dava preguiça de ir à Missa: “Mas mãe, se Deus está em todo lugar, que necessidade tenho de ir à Missa?” Claro que era muito cômodo dizer isso; e a voz me repetia que eu tinha ao Senhor por vinte e quatro horas ao dia disponível para mim, e eu não rezava nem um pouquinho, nem agradecia no domingo.

Dediquei-me a cuidar do meu corpo, me tornei escrava, e me esqueci de um detalhe, que tinha uma alma e que jamais cuidei dela, nunca a alimentei com a Palavra de Deus porque eu, muito comodamente, dizia que quem lia a Palavra de Deus ficava louco.

Quanto aos sacramentos, nada! Como que eu poderia me confessar com ‘esse velhos que eram piores que eu’? Para mim era muito cômodo não ir confessar, o maligno me tirou da confissão e assim foi como me afastou da cura e limpeza da minha alma, porque cada vez que eu cometia um pecado, não era grátis, Satanás punha dentro da brancura de minha alma a sua marca, uma marca de trevas. Jamais, só em minha primeira comunhão fiz uma boa confissão, daí por diante, nunca mais, e recebia o Senhor indignamente. Chegou a tal ponto a blasfêmia, a incoerência da minha vida, que cheguei a dizer: “Que Santíssimo? Deus está vivo num pedaço de pão? Estes sacerdotes deveriam comê-lo com um pouco de doce de leite, quem sabe ficaria mais saboroso”...até este ponto chegou a degradação da minha relação com Deus.

Jamais alimentei minha alma, e para completar, só sabia criticar os sacerdotes. Se tivessem visto como foi terrível isso, na minha família, desde muito pequenos, criticávamos os sacerdotes, começando pelo meu pai...diziam que são mulherengos e que têm mais dinheiro do que nós e repetíamos estas coisas. E nosso Senhor me dizia: “Quem você pensava que era para se fazer passar por Deus e julgar meus ungidos?”, me dizia: “Eles são de carne, e é a comunidade que faz a santidade de um sacerdote, rezando, amando e apoiando quando um sacerdote cai em pecado.”

O Senhor me mostrava que cada vez que eu criticava um sacerdote, me tomavam uns demônios. Fora isso, quanto mal eu fiz quando acusei um sacerdote de homossexual e toda a comunidade se interou, não imaginam quanto dano causei.

Do quarto mandamento: honrar pai e mãe. O Senhor me mostrava como já lhes comentei, como fui mal agradecida com meus pais, como os amaldiçoava e os renegava porque não podiam me dar tudo o que minhas amigas tinham. Como fui uma filha que não valorizava o que tinha, cheguei a ponto de dizer que aquela não era a minha mãe, porque parecia muito pouco para mim.
Foi espantoso ver o resumo de uma mulher sem Deus e como uma mulher sem Deus destrói tudo o que lhe rodeia, e ainda por cima, o pior de tudo é que eu achava que era boa e santa! O Senhor também me mostrou como eu achava que me sairia bem neste mandamento, só pelo fato de haver pago as consultas médicas e os remédios dos meus pais quando ficaram doentes, também como eu analisava tudo através do dinheiro e como eu os manipulei quando tinha dinheiro. Até me aproveitei deles, o dinheiro me endeusou e eu os pisoteei. Sabem o que me doeu? Ver meu pai chorando com tristeza, apesar de tudo ele havia sido um bom pai, que me havia ensinado a ser trabalhadora, empreendedora, e que devia ser honesta, porque só aquele que trabalha pode progredir. Mas ele se esqueceu de um detalhe, que eu tinha uma alma e que ele era um evangelizador com seu testemunho e como toda a minha vida começou a afundar por causa de tudo isso. Via o meu pai com dor quando era mulherengo, ele era feliz dizendo à minha mãe e a todo mundo que ele era ‘muito macho’ porque tinha muitas mulheres e que podia com todas, e que ademais fumava e bebia. Estes vícios o faziam sentir-se orgulhoso, pois ele não pensava que eram vícios, mas sim virtudes.

Comecei a ver como minha mãe se cobria de lágrimas quando meu pai começava a falar das outras mulheres. Comecei a me encher de raiva, de ressentimento e começo a ver como o ressentimento leva à morte espiritual, sentia uma raiva espantosa de ver como meu pai humilhava minha mãe diante de todo mundo. Fiquei rebelde e disse á minha mãe: "Eu nunca serei como você, por isso nós mulheres não valemos nada, por culpa de mulheres como você, sem dignidade, sem orgulho, que se deixam pisotear pelos homens.”

Quando já estava maior eu dizia ao meu pai: “Preste atenção pai, jamais vou permitir que um homem me humilhe como você humilha a minha mãe, se um homem chegar a ser infiel comigo, eu me separo.”

Meu pai me bateu e me disse: “Como se atreve?”

Meu pai era muito machista e eu lhe disse: “Então me bata e me mate se eu chegar a me casar e tiver um marido infiel. Eu me separo, para que os homens entendam como sofre uma mulher quando um homem a pisoteia.”

Esse ressentimento e essa raiva tomaram conta de mim, e quando já tinha algum dinheiro, comecei a dizer à minha mãe: “Sabe de uma coisa? Separe-se do meu pai. Eu gosto muito dele, mas é impossível que você agüente um homem assim, seja digna, você tem que se dar valor, mãe.” Imaginem! Eu queria divorciar meus pais. Minha mãe me dizia: “Não filha, não é que não me doa, sim me dói muito, mas eu me sacrifico porque vocês são sete filhos e eu sou só uma. Eu me sacrifico porque afinal seu pai é um bom pai, e eu seria incapaz de ir e deixá-los sem pai, ademais, se eu me separo, quem vai orar para que seu pai se salve? Sou eu quem pode orar para que seu pai encontre a salvação, porque a dor e o sofrimento que ele me ocasiona eu uno às dores da cruz, e todos os dias digo ao Senhor; ‘esta dor não é nada unida à tua cruz, me permita que meu esposo se salve, assim como meus filhos.’ Eu não entendia isso. E sabem do que mais? Me deu tanta raiva... e isso fez com que minha vida mudasse e fiquei muito rebelde e comecei a me empenhar para defender os direitos da mulher. Comecei a defender o aborto, a eutanásia, o divórcio e a defender a lei de Talião, aquela que diz ‘olho por olho, dente por dente’. Nunca fui infiel fisicamente, mas prejudiquei muita gente com meus conselhos.

Quando chegamos ao quinto mandamento, o Senhor me mostrava que eu era uma assassina espantosa e que cometi o que é pior e mais abominável diante dos olhos de Deus, o aborto. O poder que me deu o dinheiro me serviu para financiar vários abortos, porque eu dizia: “A mulher tem direito a escolher quando quer ficar grávida ou não.” Olhei o Livro da Vida e me doeu tanto quando vi uma menina de catorze anos abortando. Eu a havia ensinado, porque sabem que quando uma pessoa está envenenada, nada fica bom e tudo o que está ao redor dela se envenena. Umas meninas, três sobrinhas minhas e a namorada do meu sobrinho abortaram. Deixavam-nas ir à minha casa porque eu tinha dinheiro. Eu as convidava, falava de moda, de glamour, de como exibir o corpo. Minha irmã as mandava aí. Olhem como eu as prostituí, prostituí menores, que foi outro pecado espantoso depois do aborto, porque eu lhes dizia: “Não sejam bobinhas minhas filhas, suas mães lhes falam de virgindade e de castidade, mas estão fora de moda, elas falam de uma Bíblia que foi escrita há mais de dois mil anos, e os sacerdotes não quiseram se modernizar, elas falam o que dizia o Papa, mas esse Papa está fora de moda.”

Imaginem meu veneno e eu ensinei a estas meninas que tinham que aproveitar, desfrutar do corpo, mas que tinham que se prevenir. Ensinei-lhes os métodos de planificação. “Mulher perfeita”, e essa menina de catorze anos, namorada do meu sobrinho chega um dia ao meu consultório chorando (eu vi no Livro da Vida) e me diz: “Gloria! Ainda sou criança e estou grávida!”, e eu lhe disse: “Tonta! Eu não lhe ensinei a se prevenir?” E então ela me disse: “Sim, mas não funcionou”. Então olhei, e o Senhor me colocava essa menina diante de mim para que não se afundasse no abismo, para que não fosse abortar, porque o aborto é uma corrente que pesa tanto, que arrasta e pisoteia, é uma dor que nunca se acaba, é o vazio de haver sido um assassino. E o que foi pior para essa menina, foi que em vez de falar-lhe do Senhor, lhe dei dinheiro para que fosse abortar num lugar muito bom para que não a prejudicassem. Assim como este aborto financiei vários outros. Cada vez que o sangue de um bebê se derrama, é como um holocausto a Satanás, é um holocausto, ao Senhor lhe dói muito e se estremece cada vez que se mata um bebê, porque no Livro da Vida, vi como nossa alma se apodera de nosso corpo tão somente quando se tocam o óvulo e o espermatozóide, surgindo como uma faísca linda de luz colhida do Sol de Deus Pai. O ventre de uma mãe, tão somente é fecundado e já se ilumina com o brilho dessa alma e quando se aborta, essa alma grita e geme de dor, ainda que não tenha olhos, nem um corpo formado, se escuta este grito quando lhe estão assassinando e o Céu se estremece e no inferno se escuta outro grito, mas de júbilo, e imediatamente do inferno, se abrem uns tipos de selos de onde saem umas larvas para seguir assediando a humanidade, e seguir fazendo-a escrava da carne e de todas estas coisas que existem e que estarão cada dia pior.

Quantos bebês são mortos por dia? Isso é um triunfo para Satanás. Esse preço de sangue forma mais um demônio, então me lavam neste sangue e minha alma branca começou a ficar absolutamente escura.

Depois dos abortos, perdi a convicção do pecado, para mim estava tudo bem. Foi triste ver como que neste compromisso com o maligno, pude ver todos os bebês que eu havia matado também, e sabem por que? Eu planificava com o uso do DIU (T de cobre) e foi doloroso ver quantos bebês haviam sido fecundados, e se haviam brilhado essas faíscas do Sol de Deus Pai, mas estes bebês, gritando, se desgarraram das mãos de Deus Pai. Era a razão que explicava meu constante mau humor, caras feias, vivia frustrada com todos e com muita depressão.

Claro! Eu havia me tornado uma máquina de matar bebês. E isso me afundou mais no abismo... e pensava: “Como que não havia matado?” E o que dizer de cada pessoa que eu odiava, que eu detestava? Continuava sendo uma assassina, porque não é só com um disparo que se mata uma pessoa, basta odiá-la, fazer-lhe o mal, ter inveja dela, como isso já se pode matá-la.

Quanto ao sexto mandamento, de não pecar contra a castidade, eu disse: “Aqui não vão me falar de nenhum amante, porque por toda a vida só tive um homem que é meu esposo”. Quando me mostram que cada vez que eu estava com meus seios a mostra e meu corpo com minhas roupas insinuantes, estava incitando os homens a que me olhassem e tivessem maus pensamentos, e eu os fazia pecar e assim foi como entrei no adultério. Eu aconselhava as mulheres a serem infiéis com seus esposos e lhes dizia: “Não sejam bobas, divorciem-se, não os perdoem.” Já com isso estava cometendo um abominável adultério. E me dei conta que os pecados da carne são espantosos e são condenatórios, mas o mundo nos incita a atuarmos como animais. Infelizmente me soltei da mão do Senhor, porque os pecados estão nos pensamentos, na alma e na ação de cada pessoa. Foi tão doloroso ver todo esse pecado, por exemplo, esse pecado do adultério do meu pai, que causou dano e desgarrou seus filhos. A mim me causou ressentimento contra os homens, e meus irmãos se transformaram em três fiéis fotocópias do meu pai, felizes por serem ‘muito machos’, mulherengos e alcoólatras... Eles não percebiam como prejudicavam seus filhos. Por isso meu pai chorava, com tanta dor, vendo como seu pecado havia sido herdado por eles, por mim, prejudicando assim toda a obra de Deus.

O sétimo mandamento, o de não roubar, eu me considerava honesta, e o Senhor me mostrava como desperdiçávamos comida em minha casa. O mundo padecia de tanta fome, e Ele me dizia: “Eu tinha fome, e veja o que você fazia com o que eu te dava, desperdiçava tudo, eu tinha frio e olhe o que você fazia, escravizada pela moda, vivendo de aparências, gastando muito dinheiro em injeções para estar mais magra, escravizada pelo corpo. Em poucas palavras, você fez do seu corpo um deus.” O Senhor me mostrava que eu era culpada pela miséria do meu país e que sim, eu tinha a ver com isso. Também me mostrava que cada vez que eu falava mal de alguém, eu lhe roubava a honra e era difícil devolvê-la. Que era mais fácil reparar o roubo de um dinheiro, porque poderia devolver o valor roubado, do que restaurar o bom nome de uma pessoa. Eu me arrependia por não ter sido uma mãe carinhosa com meus filhos, por não haver ficado mais com eles em casa, por tê-los deixado tanto com a ‘mamãe televisão’, ‘o papai computador’, ou com os videogames e para acalmar minha consciência, lhes comprava roupas de marca. Mas me horrorizou ver minha mãe que se questionava, - e minha mãe foi uma santa mãe, que nos corrigia e nos amava, assim como meu pai -, e pude ver quando ela disse: “O que será de mim que nunca consegui dar nada para os meus filhos?” Que espanto, que dor tão grande...

Senti muita vergonha, porque no Livro da Vida a pessoa vê tudo como num filme, e meus filhos diziam: “Tomara que a mamãe demore, que tenham muito trânsito, porque ela é muito chata e só vive reclamando.” Que tristeza um menino de três anos e uma menina um pouco maior dizendo estas coisas...eu lhes roubei a sua mãe, lhes roubei a paz que eu daria à minha casa e não lhes deixei conhecer a Deus através de mim, e não lhes ensinei a amar o próximo. Se eu não amo ao meu próximo, eu não tenho nada a ver com o Senhor, se não tenho misericórdia, não tenho laços com o Senhor. Porque Deus é Amor...

Vou lhes falar sobre levantar falsos testemunhos. Eu sabia mentir muito bem e Satanás se tornou meu pai. Se Deus é Amor e eu odeio, então, quem é meu pai? Não era difícil de adivinhar e se Deus me fala do perdão e de amar meus inimigos eu dizia, “quem me prejudica, me paga!” Então, quem era meu pai? Se Deus é a verdade e Satanás é a mentira, quem era meu pai? Não há mentira rosa, nem amarela, nem verde, todas as mentiras são mentiras, e Satanás é o pai de todas elas. Tão terríveis foram os pecados da minha língua. Eu vi quanto dano causei com a minha língua. Eu fofocava, quando falava mal dos outros, causava complexos de inferioridade às pessoas gordinhas pondo-lhes apelidos pejorativos. Uma palavra mal dirigida sempre termina numa ação e causa dano.Quando me fazem o exame dos dez mandamentos, pude ver a cobiça que tomava conta de mim. Eu pensava que seria feliz tendo muito dinheiro e passei a ter uma obsessão por ficar rica. Que tristeza. Quando tive muito dinheiro, foi o pior momento que viveu minha alma, a ponto de querer me suicidar. Tinha tanto dinheiro e me sentia sozinha, vazia, amargurada e frustrada. A cobiça de desejar ter muito dinheiro foi o caminho que me levou pela mão e me extraviei, me soltei da mão do Senhor. Depois desse exame dos dez mandamentos, me mostram o Livro da Vida, lindo, eu queria ter palavras para descrever “O Livro da Vida”. Começou desde a concepção, assim que se uniram o par de células dos meus pais. De imediato houve um ‘zas’, uma faísca, uma linda explosão e se formou minha alma, colhida da mão de Deus Pai, encontrei um Deus Pai tão lindo, que me cuidava 24 horas por dia e o que eu via como um castigo, nada mais era que Amor, porque Ele consegue ver minha alma e percebia como eu ia me afastando da Salvação. Para terminar, vou lhes dar um exemplo de como é maravilhoso o “Livro da Vida”. Eu era muito hipócrita e eu dizia a alguém: “Nossa! Como você está linda, que vestido lindo!” Mas por dentro, em meus pensamentos eu dizia: “Que mulher mais asquerosa, e ainda se acha uma rainha!” Nesse livro se podia ver exatamente como eu pensava, se podia ver o interior de minha alma. Todas as minhas mentiras ficaram à vista, vivas, todo mundo se deu conta. Quantas vezes eu menti para minha mãe porque ela não me deixava sair a lugar nenhum, então dizia que tinha que fazer um trabalho em grupo na biblioteca, mas saía para ver algum filme pornográfico ou ia a algum bar tomar cerveja com minhas amigas. E lá estava minha mãe, vendo minha vida, nada escapou.

Meus pais me davam banana para levar de lanche na escola. Meus pais eram pobres e só podiam me dar banana, leite e algum petisco para colocar na lancheira. Eu comia a banana e jogava a casca pelo caminho. Nunca tive a consciência de que alguém poderia se ferir ou escorregar na casca de banana que eu costumava jogar no chão, e o Senhor me mostrou as pessoas que poderiam ter se matado por causa dessas quedas causadas por minha imprudência e falta de misericórdia. Também pude ver como só uma vez fiz uma boa confissão, bem feita. Foi quando uma senhora me deu 4.500 pesos a mais de troco num supermercado em Bogotá. E meu pai nos havia ensinado a sermos honestos e nunca tocar em nenhum centavo de ninguém. Então me dei conta quando já estava no carro. Estava a caminho do meu consultório e pensei... “Ai, essa velha distraída, essa tonta me deu 4.500 pesos a mais e agora tenho que voltar para devolver” e logo vi um engarrafamento gigante e disse: “Quer saber? Não vou devolver nada, quem mandou ela ser tão distraída?” Mas fiquei com a dor de ter feito isso, porque me pai me ensinou a ser honesta, então me confessei no domingo e disse: “Padre, eu roubei 4.500 pesos porque não os devolvi a uma senhora que se equivocou no troco.” Nem prestei atenção no que o padre me disse. O maligno não pode me acusar de ladra, mas sabem o que me disse o Senhor? Ele me disse: “Essa falta de caridade sua, quando não devolveu o dinheiro para aquela senhora não reparando o pecado cometido, 4.500 pesos para você não eram nada, mas para aquela mulher que ganhava um salário mínimo, significava a alimentação de três dias.” O mais triste foi quando me mostrou como sofreu, agüentando a fome um par de dias. Por minha culpa, passou fome com seus dois filhos pequenos, porque assim me mostra o Senhor, me mostra quando eu faço algo, quem sofreu, quem atua e como atua.

O Senhor me perguntou: “Que tesouros espirituais você me trouxe?” Minhas mãos iam vazias, não levava nada, minhas mãos iam absolutamente desocupadas. Foi então que me disse: “De que te servem os dois apartamentos que você tinha, as casas e consultórios? Você não se considerava uma profissional de muitíssimo êxito? Acaso pode trazer o pó de um tijolo até aqui? O que fez com os talentos que Eu te dei?” Talentos? Eu tinha uma missão. A missão de defender o reino de Amor. O reino de Deus. Eu me havia esquecido que tinha uma alma, e muito menos que tinha talentos, muito menos que o bem que deixei de fazer doeu muito ao Senhor. Sabem o que sempre me perguntava o Senhor? Sempre me perguntava sobre o Amor. Citava a falta de caridade pelo próximo. Ele me dizia que eu estava morta espiritualmente. Estava viva, porém morta. Se pudessem ver o que é a ‘morte espiritual’, como é uma alma que odeia...Como é uma alma espantosamente terrível de amargurada e fastidiosa, que faz mal a todo mundo... Quando uma pessoa está cheia de pecados, por fora tudo parece ser bonito e cheirar bem, com boas roupas, mas minha alma cheirava muito mal e vivia nos abismos. Isso justifica tanta depressão e amargura. Então o Senhor me disse: “É que sua morte espiritual começou quando você deixou de sentir dor pelos seus irmãos. Quando você via o sofrimento dos seus irmãos, era um alerta. Quando via nos meios de comunicação, dizendo que os mataram, que os seqüestraram, que os desalojaram, você dizia ‘da boca para fora’: ‘Coitadinhos! Que pecado!’ Mas isso não te doía por dentro. Você não sentia nada no coração, era uma pedra, o pecado te petrificou.

Quando se fecha o meu Livro, imaginem como era grande a minha tristeza. Quanta dor! Fora isso, por ter me comportado assim com Deus Pai, porque apesar de todos os meus pecados, apesar de toda a minha imundície e de toda a minha indiferença e de todos os sentimentos horríveis, o Senhor, sempre, até o último instante me buscou, sempre me enviava instrumentos, pessoas, me falava, me gritava, me tirava coisas para me buscar, ele me buscou até o último instante. Eu costumava dizer: “O Senhor me condenou”. Claro que não! No meu livre arbítrio eu escolhi quem seria o meu pai, e não foi Deus Pai. Escolhi Satanás, esse foi o meu pai, e quando esse Livro se fechou, vi em minha mente que estava de ponta-cabeça, porque começava a cair naquele buraco e depois deste oco ia se abrir uma porta. Então começo a ir, e começo a gritar a todos os santos, para que me salvassem. Vocês não têm idéia da quantidade de santos que eu vi, eu não tinha idéia de que havia tantos santos, eu era tão má católica. Pensava que dava na mesma que me salvasse São Isidro ou São Francisco de Assis, e quando acabaram todos os santos, veio o silêncio. Sentia um vazio, uma dor tão grande. E eu pensava: “Todos estão lá na terra dizendo: ‘como era santa!’”, esperando que eu morresse para me pedir um milagre. E olhem para onde vou! Levanto os olhos e vejo os olhos de minha mãe. Com muita dor eu lhe grito: “Mãezinha! Que vergonha! Me condenei, mãe, aonde vou? Nunca mais vou te ver...” E nesse momento lhe concederam a ela uma graça muito grande. Estava imóvel e lhe permitem mover seus dois dedos para cima e ela dá um sinal e saltam dos meus dois olhos duas crostas espantosamente dolorosas, era minha cegueira espiritual. Então, vejo um momento lindo, quando uma paciente me havia dito: “Olhe doutora, a senhora é muito materialista e um dia vai precisar Dele. Quando estiver em ambiente de perigo, qualquer que seja, peça a Jesus Cristo que a cubra com o Seu sangue, Ele nunca irá abandoná-la, porque Ele pagou um preço se sangue pela senhora.”

E com essa vergonha tão grande e essa dor, comecei a gritar: “Jesus Cristo! Senhor, tenha compaixão de mim! Perdoe-me! Por favor, me dê uma segunda oportunidade!”

E este foi o momento mais belo, não tenho palavras para descrever este momento. Ele baixa e me tira daquele oco. Quando Ele me recolhe, todas estas coisas caíram ao chão. Ele me levanta e me leva a uma parte plana, e me diz com todo esse Amor: “Vamos voltar, você vai ter uma segunda oportunidade” (...), e me diz que não é pela oração da minha família. Porque “é normal que eles orem e clamem por você, mas foi pela intercessão de todas as pessoas alheias ao seu sangue, que não te conhecem e choraram, oraram e elevaram seu coração com muitíssimo amor por você.”

E começo a ver como se acendem uma porção de luzinhas que são como chaminhas brancas cheias de amor. Eu vejo as pessoas que estão rezando por mim! Mas havia uma chama grande, era a luz que mais brilhava. A que mais amor dava. Eu olhava quem era essa pessoa que me amava tanto. E o Senhor me diz: “Essa pessoa que você vê ali, é uma pessoa que te ama tanto, tanto, e nem sequer te conhece.” E me mostrava que essa pessoa havia visto a folha de jornal do dia anterior. Era um camponês de um povoado, bem pobre, que vivia ao pé da Serra Nevada de Santa Marta. O pobre homem comprou uma panela e a embrulharam numa folha do jornal “Espectador” do dia anterior. Minha fotografia onde eu aparecia toda queimada estava aí, ilustrando a matéria que falava sobre o acidente. Quando este homem viu a notícia, se pôs a chorar com um amor tão grande, e disse: “Pai, Senhor, tem compaixão desta minha irmãzinha. Senhor, salve-a! Se o Senhor salvá-la, prometo que irei ao ‘Santuário de Buga’ e cumpro a promessa, mas salve-a!” Imaginem um homem pobrezinho, não estava revoltado nem amaldiçoando porque passava fome, com essa capacidade de amor para se oferecer a atravessar todo o país por alguém que não conhecia.

E o Senhor me disse: “Isso é Amor ao Próximo” (...) e logo me disse: “Você vai voltar, mas não vai contar o que viu 1000 vezes, mas sim 1000 vezes 1000. E ai daqueles que ouvindo, não decidam mudar de vida. Porque eles serão julgados com mais severidade. Assim como você será em seu segundo regresso. Que prestem atenção os ungidos, que são seus sacerdotes, ou qualquer um deles, porque não há pior surdo que aquele que não quer ouvir, nem pior cego que aquele que não quer ver.” E isto, meus queridos irmãos, não é uma ameaça, O Senhor não necessita nos ameaçar, esta é a segunda oportunidade que vocês têm, e graças a Deus que vivi o que vivi! Porque quando lhes abram o Livro da Vida a cada um de vocês, quando cada um de vocês morra, vamos ver este momento, de igual maneira, e vamos nos ver tal como estamos, vamos ver nossos pensamentos e nossos sentimentos na presença de Deus, e o mais bonito é que cada pessoa verá o Senhor em frente de cada um de nós, outra vez perguntando o que lhe temos a oferecer.

Que o Senhor abençoe a todos grandemente.
Glória a Deus! Glória a Nosso Senhor Jesus Cristo!

Fonte: http://www.gloriapolo.com/

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