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terça-feira, 9 de junho de 2009

GRANDEZA QUE SE ELEVA E GRANDEZA QUE SE ABAIXA - DLP-XVI


... vultos notáveis: ... São duas grandezas: uma que se eleva, outra que se abaixa: uma que sobe, outra que desce; a primeira encarnando o bem, a segunda representando o mal.









CAPÍTULO XVI
UMA VISTA GERAL



Deveria o último capítulo deste livro ser uma breve síntese. Deixo-o, porém aos cuidados do inteligente leitor que poderá facilmente deduzir do que viu, conheceu e analisou, através deste estudo, a conclusão imparcial à luz da história que expusemos como absoluta sinceridade.
Certamente notaram todos que o meu principal empenho foi retraçar as origens HISTÓRICAS E MORAIS do protestantismo.



Para consegui-lo, situei o chefe da seita no ambiente e meio próprio em que viveu, 1483-1546; Lutero é, sobretudo fruto da sua época, não só pelas suas muito resumidas qualidades pessoais, mas também pela encarnação viva e ardente dos vícios então reinantes.

Se ele tivesse aparecido um século antes, não passaria, como tantos outros, de uma vulgar e desprezível herege, descendo ao túmulo, amortalhado em seus erros. Se ele fosse dos nossos tempos, formaria ao lado dos revolucionários e comunistas, como Cales e Lenine, etc...

Consideremos o caso de Lutero.

1.. GRANDES... E GRANDES...

Percorrendo a história dos grandes homens, verificamos haver duas categorias de vultos notáveis: uma, a dos que se sobressaem pelo valor individual, e a outra, a dos que são proclamados grandes pelos conceitos da época que em si encarnaram.

Em geral, os homens verdadeiramente grandes são opostos às idéias da sua época; são, mesmo perseguidos pelos seus contemporâneos, pelo fato de se elevarem acima da vulgaridade e das paixões populares do tempo. Possuem grandeza moral e, destarte, procuram elevar as idéias e as pessoas. Ora, elevar-se, subir, exige esforço, fadiga e luta, coisas de que muitos são incapazes; daí, a oposição que em torno deles se levanta e as surda inveja que os persegue.

Basta ver-se a vida destes homens extraordinários que são os santos; tome-se, por exemplo, a biografia de S. Francisco de Assis, S. Francisco Xavier, Stº. Inácio, S. Domingos, S. Pedro Cláver, Stº. Cura d’Ars, S. Vicente de Paulo, S. João Bosco, Pe. Eymard, Ven. Cottolengo, etc... todos estes foram grandes pelo IDEAL, pela VIRTUDE, pela CORAGEM, pelo ZELO, pela PERSEVERANÇA.

Por serem tais, foram incompreendidos pelos medíocres, caluniados pelos covardes e repelidos pelos maus. São duas grandezas: uma que se eleva, outra que se abaixa: uma que sobe, outra que desce; a primeira encarnando o bem, a segunda representando o mal.

Há, portanto, uma espécie de pessoa que os ímpios endeusam, mau grado apareçam mesquinhas, miseráveis, cheias de baixezas. Também estes últimos são grandes, mas no mal que personificam, no ódio, na revolta e na perversidade que encarnam.
Neste último cortejo se enfileiram Locke, Clarke, Collins, Findel, grandes racionalistas; Voltaire, Rousseau, Holback, Diderot, d’Alembert, Montesquieu, etc., declarados inimigos da Igreja, odientos e cínicos. A impiedade do século XVIII os enalteceu como os legítimos erxpoentes duma época decadente sem fé e sem moral. Eles foram grandes, sim, nesse meio todo deles.
Caso parecido é o que se dá com os tais chamados VALENTES \de tocaia; só são temíveis, quando matam à espreita e traição, mas muita vez tremem e fogem à vista duma luta corpo a corpo, onde têm de resistir a alguém pela frente; é que fora do ambiente escuro nada valem, são medrosos e covardes.

2. LUTERO

Vimos, pois, que o pai dos protestantes foi grande pela sua baixeza, perversidade e revolta. Toda a sua inteligência ela a pôs a serviço do erro; sua força de vontade se deixou dominar pelo mal; seu brio consistiu em bater-se contra toda ordem; a sua moral foi a prática de vícios que seria horrendo referir. Ele encarnou o que havia de ruim e pernicioso na sua época. E nisso foi até ao extremo.
Há entre os reformadores vários outros que, como Melanchton, sobrepujavam Lutero por seu preparo e cultura intelectuais, mas permaneceram figuras apagadas, justamente porque foram calmos, moderados prudentes, e tais qualidades, mesmo naturais, não reproduziram com exatidão a ambição e o espírito revolucionário que fervia no âmago das almas sem fé, a cuja frente sobressai Lutero.
Os grandes homens são sempre EXTREMISTAS da direita ou da esquerda: os primeiros são os grandes do bem; os segundos, são os grandes do mal: os assassinos e traidores. Entre os dois se encontram os medíocres, dos quais se deve dizer serem BONS DEMAIS, PARA SEREM MAUS, E RUINS DEMAIS, PARA SE TORNAREM BONS.
Ingenieros descreveu tipicamente esta dupla classe.
O homem bom combate o mal por todos os meios; o perverso pratica-o por um requinte de maldade, permanece na lama por desejo de macular o mundo inteiro e a própria Igreja; o medíocre fica no mal por preguiça e sair dele.
O ÍMPIO, grande pela maldade, é um grande herege, grande revoltoso, um obsesso pelo ódio, um corrupto, além de corruptor. É tão grande a sua aversão ao bem, que ele pretende erigir em lei o seu exemplo, a sua revolta, a sua heresia, sua obsessão e a sua própria corrupção. Eis o retrato de Lutero. Tal foi ele: grande, sim, mas no mal.
De temperamento extremo e exaltadiço, Lutero não admitia meias quedas e meios erros. Virando-se para do erro e do mal, havia necessariamente de precipitar-se em grandes erros.
Daí proveio a legítima criação dele – o protestantismo, negação radical de todas as verdades católicas, seita que não é um erro isolado, mas um conjunto de falsidades. Tudo o que a Igreja afirma, Lutero negou.
Eis o que diz Weiss em sua apologia do Reformador: “bastava um papista afirmar um coisa, para que Lutero a rejeitasse”.
Certo homem perguntou-lhe um dia: Não era S. Pedro o chefe dos apóstolos?
- Qual o que!... – Era o ínfimo entre eles.
Não é o Papa a autoridade suprema da Igreja?
- Nada disto! Está abaixo dos bispos, abaixo dos diabos, abaixo dos governos civis!
Que explosão impetuosa, a demonstrar seu descomedido orgulho” Parece demais! Mas é apenas o começo.
Considere-se o que ele fala dde si próprio: “Seja Lutero patife ou santo, é o que menos importa, pois a doutrina dele é a doutrina de Cristo em pessoa! Tanta certeza tenho de que é do céu o meu ensino, que ele tem triunfado contra quem possui poder e astúcia maiores do que todos os Papas, reis e doutores juntos”.
E prossegue o novo Papa rebelde: “Aquilo que nós interpretamos é o que o Espírito Santo entende; aquilo que outros interpretam, sejam eles grandes vultos, é derivado de Satanás”(Paquier: Luther aux yeus du rationalisme, pág. 50).
Lutero não admite infalibilidade do Papa; quer que ela só exista para ele, “reformador”; é o cúmulo do orgulho e da insensatez.
Lutero intitula-se o maior, o mais clarividente de todos os homens... e considera-se até superior aos anjos, como se deve concluir desta outra passagem mais estupenda ainda que a precedente:
“Não quero a minha doutrina julgada nem pelos anjos, antes pretendo com ela julgar todos, e até os anjos” (Comment. Ad Gal. V. Ad. Wittemberg).
E pensam que o pobre obsesso para nisto?... Enganam-se; após o absurdo vem a loucura, e Lutero é um demente.
Escutem este pedacinho digno do próprio Satanás:


“Desde que o mundo existe jamais alguém falou e ensinou como eu, Martinho Lutero!”
“Não me importo com textos bíblicos, a minha doutrina não precisa de argumento: FAZ LEI A MINHA VONTADE”
“Eu, o doutor Martinho, quero que assim seja: sou mais sábio do que todo o mundo!” (Denifle: Luther et lê Lutheranisme)
Eis a que paroxismo a vesânia levou o pobre Lutero!
É o cúmulo do orgulho, ou então é uma verdadeira possessão diabólica.
É bem o diabo, Lutero e o protestantismo, intimamente unidos numa só explosão de orgulho e de revolta.









3. O GRANDE ERRO


Tão bem sentem os protestantes a baixeza do reformador, o seu papel diabólico, que nenhuma de suas seitas quer tê-lo por pai.
Todos eles procuram outro nome e outra doutrina, mas não falam sequer de Lutero.
Quando se lhes aponta a perversidade de seu pai na fé, respondem de pronto nada terem a ver com Lutero, mas só, com a Bíblia.
É uma afirmação gratuita.
Se para os protestantes a Bíblia é a regra de fé, como se explica que o seu protestantismo seja radicalmente oposto à religião Católica que segue também integralmente a Bíblia?
Como pode a mesma Bíblia inspirar e ser fonte de duas doutrinas opostas?
É impossível. A verdade á uma só.
Por que se chamam protestantes os discípulos de Lutero?
Não é porque protestam? Não é o protesto a essência de sua seita:
Ora, só se pode protestar contra aquilo que já existe.
A Igreja Católica existe desde a vinda de Jesus Cristo, e segue tão bem a Bíblia, que em sua doutrina não se pode encontrar o menor ponto ou vírgula que esteja em discordância com ela.
Os protestantes protestam contra a Igreja, guarda da Escritura integral, protestam, pois, contra a Bíblia, são, portanto, antibíblicos, inimigos da Bíblia.
A diferença de crença entre católicos e protestantes é esta: os primeiros aceitam a Bíblia totalmente e com ela se identificam; os segundos rejeitam muitas partes e a interpretam a seu talante.
E nisto está o grande erro crentista.
A arte da pintura, da música, da poesia, é uma só; mas como acontece haver pintores que só produzem garatujas, músicos que nos estragam o tímpano, e poetas que nos fazem bocejar e dormir com seus versos?
A arte é UMA SÓ, porém a sua aplicação é indefinida; todos pretendem ser artistas, embora haja apenas um modo de sê-lo.
A Bíblia é UMA SÓ, porém muitos são os modos de interpretá-la, como mostrei acima.
Será permitido a cada um entendê-la segundo suas preferências pessoais?
Seria isso tão absurdo quanto o seria cada pintor, músico ou poeta pretender possuir a arte da pintura, da harmonia e da poesia.
Aliás, a própria Bíblia proíbe tal modo de pensar.
S. Pedro nos avisa que nas epístolas de S. Paulo HÁ ALGUMAS COISAS DIFÍCEIS DE ENTENDER, QUE OS INDOUTROS E INCONSTANTE ADULTERAM (como também as outras escrituras) PARA SUA PRÓPRIA PERDIÇÃO. (2 Pedro 3, 16).
E na mesma Epístola S. Pedro nos diz que DEVEMOS ATENDER, ANTES DE TUDO, A ISTO: QUE NENHUMA PROFECIA DA ESCRITURA É DE INTERPRETAÇÃO PARTICULAR, PORQUE A PROFECIA NUNCA FOI DADA PELA VONTADE DOS HOMENS... MAS PELO ESPÍRITYO SANTO, POR MEIO DOS HOMENS SANTOS DE DEUS. (2 Pedro 1, 20,21).
Note-se bem: nestas duas citações há duas grandes verdades bíblicas, negadas pelos protestantes.
1. – A Bíblia não é sempre bem inteligível; necessita de explicação.
2. – Tal explicação não pode vir de particulares; deve emanar de uma autoridade competente.
E qual seria esta autoridade competente? É possível descobri-la?...
Jesus Cristo disse que devemos escutar a Igreja: SE ALGUÉM NÃO OUVIR A IGREJA, CONSIDERA-O COMO UM GENTIO E UM PUBLICANO. (Mateus 18, 17).
Logo, é a Igreja que está incumbida por NM. Senhor de interpretar as palavras da Bíblia e comunicar-nos o seu sentido verdadeiro.
E, para que este sentido não se origine deste ou daquele homem, mas seja, de fato, do Espírito Santo, Jesus Cristo disse a Pedro, o primeiro Chefe, ou o primeiro Papa, da Igreja; 
PEDRO, EU ROGUEI POR TI PARA QUE A TUA FÉ NÃO DESFALEÇA. (Lucas, 22,32).
E ainda falou aos apóstolos, só a eles e a mais ninguém: QUEM VOS ESCUTA, ESCUTA A MIM. (Lucas 10,16).
Eis o que é claro; desde que é proibida a interpretação particular, temos forçosamente de recorrer ao Chefe da Igreja, a Pedro, que é infalível para conhecer a verdade; e quem não o faz é UM GENTIO, diz o divino Mestre.
Eis o ponto de discordância entre católicos e protestantes: os primeiros escutam a Pedro, conforme recomendação do Mestre; os segundos interpretam a Bíblia, conforme a sua própria cabeça, em oposição à proibição do chefe dos apóstolos.
Quem tem razão? Aquele que segue o conselho da Bíblia ou quem a contradiz e faz o que ela proíbe?
Não há dúvida. O católico está com a razão.

3. A INTERPRETAÇÃO INDIVIDUAL
A interpretação individual é a porte de todos os desvios sectários. Ela constitui a base do protestantismo; é, pois, um erro formalmente condenado pela Bíblia.
Lamennais, falando do galicanismo, disse que este se reduzia a “crer o menos possível, sem ser herege, e obedecer o menos possível, sem se tornar rebelde”
Do protestantismo pode-se asseverar consistir “EM CRER NO QUE SE QUER, O 
PROFESSAR O QUE SE CRÊ”.
Cada um pode adotar, pois, adotar o seu próprio CREDO, aderir là seita preferida ou formar novas, se tal lhe convier, mudar de denominação religiosa, conforme as circunstâncias, e tudo isso em virtude da livre interpretação. Tal vacilação é para eles a coisa mais simples do mundo.
Eis o que nos refere um protestante inteligente e sincero, o professor Vinet: “A palavra de Deus, em si mesma, não pode ter senão sentido único, mas pode ter mil sentidos no espírito do leitor”.
“Uns há que não procuram na Bíblia TODA a verdade, mas simplesmente aquela que agrade e adula”.
“Enxergam os protestantes na Bíblia o que querem enxergar, de tal modo que, praticamente, cada um tem a sua Bíblia, dela tira o que quer e com ela sustenta erros os mais antibíblicos, ao ponto de ficar a mesma bandeira desfraldada por sobre opiniões as mais contraditórias e antagônicas. Só concordam eles num ponto: o procurar, na Bíblia, não as idéias dela, mas a confirmação das idéias deles” (L’Eglise e lês confessions de foi, p.29).
Estas palavras, proferidas por um protestante, excitam a nossa admiração pela sinceridade com que são pronunciadas, mas provocam o nosso espanto, ao ver um homem tão sincero não abjurar o erro que combate.
É mais um prova de que, para alguém se converter, não basta a lógica de um espírito reto; para tal se requer a graça divina que Deus dá aos humildes que a pedem, e recusa aos orgulhosos que se apóiam unicamente sobre a sua inteligência.
É o que explica a dificuldade de conversão para um protestante: no seu desmesurado orgulho só acredita em si... e Deus, que vem em auxílio do humilde que de si desconfia, afasta-se do soberbo presumido.
É o caso de se aplicar aqui a resposta chistosa de um bispo francês (Mgr. De Cheverus) a um ministro protestante que quis discutir com ele, dizendo fazer tudo o que está na Bíblia e nada mais.
- Muito bem, meu amigo, retrucou o prelado com um sorriso, não está ali escrito que JUDAS MORREU ENFORCADO?
- Sem dúvida, respondeu o pastor, admirado.
- Não está escrito ainda, continuou o bispo: Ide e fazei o mesmo – Vade, et tu fac similiter? (Lucas 10, 37).
Então, concluiu o bispo, admiro-me de o senhor não ter ainda obedecido à Bíblia.
O pastor julgou prudente não discutir mais com um homem de tanto espírito.


5. RETRATAÇÃO DE LUTERO


Lutero blasfemava, exaltava-se, mandava todo o “mundo para o inferno e o Papa para o diabo”. São seus próprios termos; nas horas de calma e de reflexão, porém, este pobre coitado confessava os seus erros do modo mais covarde.
Uma tal averiguação tem sua importância: pois demonstra que a obra, feita por ele, é produto do seu temperamento e de sua paixão, resultado do vício, fruto de uma espécie de cegueira e conseqüência do orgulho desenfreado.
Bastaria tal fato, para um protestante sincero compreender a falsidade da seita fundada por Lutero.
O fogoso rebelde pretendeu REFORMAR a Igreja Católica. De quem lhe veio a missão?
De Deus? Não pode ser, pois Lutero ataca a Deus.
De zelo pela glória de Deus?
Menos ainda, pois Lutero calca aos pés esta mesma glória, confessando-se arrependido do mal praticado e garantindo que, se pudesse recomeçar a vida, não o faria mais.
Querem prova mais frisante por Lutero produzida contra ele mesmo?
Tais confissões encontram-se numerosas na vida do fundador do protestantismo.
Recolhamos algumas dentre muitas que nos mostrem o desvario, a paixão do triste DEFORMADOR.
Num desses momentos de lucidez chegou ao ponto de exclamar:
“Se Deus não me tivesse fechado os olhos, e se tivesse previsto estes escândalos, eu nunca teria começado e ensinar o Evangelho” (Walch. Ed. Vol. VI p.920).
Ele mesmo assevera que “as cidades que o receberam de braços abertos tornaram-se quais novas “Sodomas e Gomorras”, e ele se mostrou admirado de que as portas do ingferno ainda não se tivessem aberto “para lançar e chover diabos”.
E, 1529 Lutero proclamou que as condições morais e sociais, após o advento do protestantismo, se tinham tornado sete vezes piores do que eram antes sob o Papado.
Escutem as suas palavras que explicam o motivo de tudo: “Por que depois de termos aprendido o Evangelho, nós roubamos, mentimos, enganamos, praticamos a glutonia, a embriaguez e toda espécie de vícios”.
“Agora que um demônio foi expulso, sete outros piores do que o primeiro se apossaram de nós, como os podemos ver nos príncipes, senhores, nobres, burgueses e camponeses. Assim eles agem, assim vivem, sem nenhum temor, com desprezo de Deus e de suas ameaças” (Erlangen ed. V 34, p. 441)
Eis mais uma preciosa confissão do inovador, verificando os frutos da sua reforma, e mostrando claramente não acreditar na sua próprio obra, que reputa apenas DEFORMAÇÃO.
“Desde que o novo Evangelho foi pregado, diz ele ainda, as coisas pioraram cada vez mais”.
E, no fim, ele não receia dizer que “elas nunca foram piores que agora” (Ib. VII, p. 302).

Depois de tais fato, aliás, certos e históricos, após pesar as conseqüências horrorosas de suas doutrinas bolchevistas, Lutero exclama:
“E tenho ao mundo inteiro inimizade e ódio! Não posso crer no que ensino! Outros, porém, julgam-me completamente convicto. Se fosse mais moço, não pregaria de modo algum e buscaria outra profissão.
São interessantes tais confidências do pai dos protestantes.
Ele mesmo diz não ter recebido missão nenhuma mas atesta fazer o que faz somente por profissão, mostrando-se arrependido e garantindo CLARAMENTE NÃO ACREDITAR no que ensina.
Contudo, atentemos bem para a confissão do réu. Ele prossegue:
“Ah! Se tivesse previsto que minha empresa me levaria tão longe, teria certamente posto um freio à minha língua. Quantos, digo suspirando, não seduziste com tua doutrina! Sou causa de todas as revoluções atuais... Tal pensamento não me deixa. Sim, desejaria não ter iniciado este negócio. A angústia que padeço é para mim um inferno, mas, já que comecei força e sustentá-lo como coisa justa” (Obr. Luppl. Mogúncia 1827).
É impossível palavra mais clara e positiva! Ela desmancha e retrata toda a obra do heresiarca orgulhoso.
É uma sentença de condenação e a retratação de sua obra.
Nada de mais explícito, mais horroroso e mais cínico ao mesmo tempo.
Reconhece o erro, vê os estragos produzidos, deplora as ruínas, sobre um inferno, mas declara que, tendo começado, quer sustenta como justa a empresa mais hedionda que se possa imaginar, e por ele mesmo conhecida como nefasta e perversa.


6. FATOS SIGNIFICATIVOS


Palavras assim positivas e claras são confirmadas quanto ao sentido, por um fato histórico, narrado na vida do reformador.

“!Passeava ele uma tarde, no seu jardim, com Catarina de Bora, sua companheira. As estrelas luziam com extraordinário esplendor e o céu pareceu em festa.
- Vês como brilham este ponto luminosos? – Indagou Catarina, apontando para o firmamento estrelado.
Lutero, levantando os olhos exclamou:
- Oh! Deslumbrante iluminação: mas... infelizmente, não é para nós!
- E por quê? – replicou Catarina, seríamos por acaso uns deserdados do reino dos céus?
Lutero suspirou tristemente:
- Talvez, disse, em castigo de termos abandonado nosso estado...
- Seria preciso então voltarmos para ele? – perguntou Catarina.
- É muito tarde, o carro está por demais atolado... retorquiu Lutero, e mudou de conversa.
Que confissão dolorosa e clara!...
Conta-se ainda outro fato na vida do pobre reformador. Certa noite estava ele sentado ao lado de Catarina, esquentando as mãos ao fogo aceso na sala.
Parecia taciturno, contrariado... De repente, pegando pelo o braço da companheira, introduziu-lhe a mão violentamente no meio das chamas.
Catarina soltou um grito...
- Que tens, mulher, disse Lutero, sombrio e zombeteiro; que há? Precisamos acostumar-nos ao fogo pois é o que nos espera no outro mundo!
Vê-se, nestes fatos, transparecer a consciência atormentada de remorsos do heresiarca, e o bom senso e a verdade cominarem por instantes os apetites e as paixões.
Terminemos estes depoimentos com um último, mais expressivo ainda que os precedentes, porquanto é o brado do AMOR FILIAL que às vezes sobrevive às ruínas de todas as outras afeições.
Quando o reformador estava no fastígio de sua revolta, caiu mortalmente enferma a velha mãe de Melanchton, que se fizera protestante a conselho do filho.


O mal fez rápidos progressos e em breve a velhinha viu-se à beira do túmulo.. Melanchton, que a amava, falou-lhe de Deus, e exortou-a e reconciliar-se com ele.
A velhinha compreendeu e, juntando as últimas forças, perguntou: meu filho, sê sincero, agora, que estou para morrer; dize-me se é melhor morrer como protestante ou como católica.
O apóstata não hesitou.
- Minha mãe, disse ele, inclinando a cabeça, não vos posso enganar neste momento; o protestantismo é talvez melhor para nele se viver; mas O CATOLICISMO É MELHOR PARA NELE SE MORRER.
Que quereis mais, caros protestantes? Uma tal confissão é ou não é de valor: Ouvimos falar a voz do arrependimento, o bom senso e o medo. Aqui nos brada o amor filial.
O discípulo de Lutero, que enganara a todos, não quis enganar a próprio mãe... não desejando lançá-la no inferno, aconselhou-a a morrer como católica.
O conselho dado na hora da morte e coisa sagrada.
Tomai-o para vós e, como disse Santo Ambrósio ao imperador Teodósio, “após ter seguido Davi nas suas fraquezas, segui-o no seu arrependimento”. Depois de terdes acreditado nos desvarios de Lutero, daí ouvidos, também aos seus conselhos de bom senso e de lucidez.
O protestantismo, permitindo tudo, pode ser mais cômodo para a vida, mas o Catolicismo vale mais para nos dar uma boa morte, após nos garantir uma vida boa, porque só ele tem as promessas da eterna salvação.


7. JUÍZO DE UM ANGLICANO

Um protestante anglicano, de alto coturno, e hoje um dos luzeiros da seita da Inglaterra, o pastor Edmonds, reitor de Whrittington escreve o que segue, confrontando o Catolicismo e o protestantismo. É um brando de alarme, um clamor partido do bom senso de uma alma que vê a verdade, sem talvez se mover a abraçá-la.
Ele escreve em seu jornal: “Não faltam indícios tendentes a provar que a única religião cristã, capaz de enfrentar o futuro, com existência assegurada, seja aquela que se pode apoiar sobre o testemunho do passado, isto é, sobre o testemunho da velha religião da cristandade histórica. E essa crença é a da religião católica.
O protestantismo aparentemente está decrépito. Conheceu um belo número de adeptos nobres, impossível, porém eternamente viver dum protesto. A religião protestante é religião parcial, favorecendo a parcialidade. Só a religião católica, que é uma religião total, isto é, do todo e não apenas da parte, satisfaz plenamente às necessidades espirituais dos homens de todos os tempos e de todos os países. O que a humanidade quer é uma religião sobrenatural e mística, que venha do próprio Deus e ofereça um culto ligado com o próprio culto celestial.
O culto livre, com a sua modalidade, caseira e autonomia, não consegue contentar e satisfazer ao sentimento religioso. Não se pode dispensar alguém das cerimônias e dos ritos. A religião que fechar a porta sobre o mundo invisível e não recomendar orações pelos defuntos, enm entretiver suave comunhão com os mortos, não poderá ser arrimo seguro para essa pobre humanidade.
O leitor dessas minhas palavras. Talvez, me dirá: Se é essa religião de que necessitamos, temos que nos sujeitar ao Papa e converter-nos ao Catolicismo.
É bem possível que seria isso acertar com o bom caminho, muito embora sobre tal ainda pudéssemos discutir”.
Todo protestante sincero, como o citado pastor, vê claramente a debandada das sua seita,o ridículo dos princípios da sua crença, a inanidade da sua vida espiritual, e a inutilidade de seus esforços, para combater a Igreja Católica... A conversão, entretanto, é difícil. Lutero, sob a inspiração do demônio, soube incutir-lhes tanto ódio ao papado. Inspirou-lhe tantos preconceitos conta a igresj que só à força de um milagre da misericórdia divina, é, que consegue sair do abismo de seus erros e do labirinto das suas dúvidas.

8. CONCLUSÃO

É inútil prolongar citações e raciocínios.

É demais visível para qualquer um o caráter repugnante e depravado da vida do chefe-mor das seitas protestantes. Tudo nele revela perversidade.
Depois de tudo o que atrás ficou dito, seja-me lícito perguntar a todo homem sensato que leu este trabalho: PODE DEUS SERVIR-SE DO VÍCIO PARA CORRIGIR O VÍCIO? PODE ELE UTILIZAR-SE DE UM HOMEM PERVERSO PARA SANTIFICAR A IGREJA?

Todos responderão sem demora: É impossível! Deus, que é santidade deve servir-se de instrumentos dignos dele mesmo.

É o caso de se aplicar o axioma dos alopatas: CONTRARIA CONTRARIIS CURANTAUR. Para se curar uma moléstia, o médico aplica um remédio oposto a ela.
Deus preceitua o mesmo processo racional. Para curar a libertinagem, receita a pureza; para repelir o demônio, manda a oração; para debelar a anemia espiritual, faz recorrer à Mesa aucarística. Quando um mal espiritual enfraquece o organismo das Igreja, ele recorre ao remédio conveniente.
Como vimos, a época de Lutero foi de extrema decadância social e religiosa; um duplo cancro ia roend, envenenando a sociedade e, mesmo, a Igreja; era a revolta e a libertinagem.
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Jesus Cristo prometera estar sempre com a sua Igreja, e garantira que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela! A sua palavra e garantia é formal: EIS QUE ESTOU CONVOSCO TODOS OS DIAS, ATÉ A CONSUMAÇÃO DOS SÉCULOS. (Mat. 28-20).
Estado com a sua Igreja, e querendo preservá-la do contágio do erro, Jesus Cristo tem de lhe aplicar o remédio adequado e radical; e qual este remédio?
A obediência, pela sujeição da vontade; e a santidade de vida, pela pureza dos costumes.
Se Lutero se tivesse apresentado com estes dois distintivos, mereceria a sua vida ser estudada, para se descobrir nela a sua vocação de reformador; nada, porém, se nos oferece que, ao menos de longe, lembre tais virtudes.
É o contrário que transborda de todos os seus atos.
É um modelo acabado de orgulho e de libertinagem.
Logo, não é o homem por Deus escolhido para reformar o século! Lutero nada mais é do que a encarnação completa dos grandes vícios do seu tempo. Não é um reformador, mas um deformador: não é um individuo são, mas um doente; não é um homem de virtude, mas um viciado;ç não é um mensageiro de Deus, mas um representante de satanás.
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A época em que viveu Lutero apresenta verdadeiros reformadores, de cuja fronte se irradiam a virtude, o ideal e a santidade.
São os santos: Inácio, Francisco Xavier, Carlos Borromeu, Tomás de Vilanova, João d’Ávila, Teresa de Jesus, João da Cruz, Francisco de Bórgia, Estanislau Luiz Gonzaga, Francisco de Sales, Joana de Chantal, etc.
Estes homens, cujas frontes estão aureoladas pela santidade, seriam capazes de reformar o mundo, como de fato consertaram muito do que Lutero havia deformado.
Se Deus necessitasse de elementos, para reformar e purificar a sua Igreja recorreria a homens santos e sábios. Estes não lhes faltariam. Ridículo seria, tivesse ele de recorrer ao que a humanidade e a época tinham de mais miserável e indigno, para empreender uma obra tão importante.
Lutero não foi, de modo algum, um escolhido para Deus, para reformar a Igreja; pelo contrário, foi um emissário do demônio, para perder as almas e semear no mundo a discórdia e o ódio.
Ao tendo saído de Deus, a sua “reforma” nada tem de divino.
Sendo mandada pelo demônio, a sua obra traz os característicos do mal e revela os estigmas do inferno.
Eis mais uma vez justificado o título dado a este livro: “O DIABO, LUTERO E O PROTESTANTISMO”.
A seita religiosa, fundada por ele, conserva do cristianismo apenas um símbolo: a Bíblia e, ainda assim, falsificada.
Oxalá tenham os caros protestantes a coragem e a sinceridade de reconhecer o mau caminho em que enveredaram e não receiem volta ao Cristo verdadeiro... ao Jesus de seus antepassados, por Lutero arrancado dos seus corações; praza a Deus se lancem eles aos braços deste Cristo amoroso e cheio de misericórdia, que a Igreja Católica adora, serve e ama.
Não há outro remédio senão voltarem ao Cristo verdadeiro do Evangelho e afastarem-se do Cristo falso de papael, fabricado por Lutero.
O Cristo verdadeiro é o Cristo da Igreja Católica, o Jesus do Corcovado, de braços abertos, que a todos acolhe.
Seja o seu coração, ferido e ansioso de perdoar, o refúgio ao qual devem voltar todos os que se transviaram dos ensinos das sua Igreja Católica, Apostólica, Romana.
FIM







segunda-feira, 8 de junho de 2009

MELHOR QUE NÃO TIVESSE NASCIDO! - DLP-XII

Sua vida, tão triste e tão baixa, foi como que a luta titânica do inferno contra o rochedo indestrutível de Pedro.

Lutero caiu... vencido... como Juliano, o apóstata... e, como ele, talvez murmurando: Pedro, venceste, como o imperador gritara: Venceste, Nazareno!

Sim, Roma, a indestrutível, venceu... como sempre ela tem saído vitoriosa... e, enquanto em Wittemberg confiavam à terra os restos mortais do reformador já em putrefação, o Papado, cheio de vida e de glória, levantava a fronte, e com aquela mão que a morte não consegue abater, construiu o maior e o mais belo monumento da vida cristã: O GRANDE CONCÍLIO DE TRENTO.

Não podemos silenciar esta reação católica, em nome da fé e da verdade, a qual se pode denominar: contra-reforma.

CAPÍTULO XII


A CONTRA-REFORMA



Lutero desceu à sepultura, depois de uma morte atribulada e cheia de remorsos. Dele, como de Judas, pode-se repetir a palavra de Jesus Cristo:
"Bonum erat ei natus non fuisset" (Melhor fora, para ele, se não tivesse nascido) (São Mateus 26,24).


CONCÍLIO DE TRENTO .....................


Sua vida, tão triste e tão baixa, foi como que a luta titânica do inferno contra o rochedo indestrutível de Pedro.
Lutero caiu... vencido... como Juliano, o apóstata... e, como ele, talvez murmurando: Pedro, venceste, como o imperador gritara: Venceste, Nazareno!
Sim, Roma, a indestrutível, venceu... como sempre ela tem saído vitoriosa... e, enquanto em Wittemberg confiavam à terra os restos mortais do reformador já em putrefação, o Papado, cheio de vida e de glória, levantava a fronte, e com aquela mão que a morte não consegue abater, construiu o maior e o mais belo monumento da vida cristã: O GRANDE CONCÍLIO DE TRENTO.
Não podemos silenciar esta reação católica, em nome da fé e da verdade, a qual se pode denominar: contra-reforma.


1. O CONCÍLIO DE TRENTO


Conforme vimos no desenvolvimento das peripécias da ignóbil existência do monge revoltoso, desde o princípio levantaram-se vozes pedindo um CONCÍLIO GERAL, julgando deveras oportuno, para resolver as contendas e restabelecer a unidade da fé, que se tentava esfacelar.
Grandes dificuldades, porém, se opuseram à realização projetada.
O Papa Paulo III considerava reunião conciliar como a principal missão de seu Pontificado; mas os tempos agitados, a desunião entre as autoridades, as agitações e revoltas contínuas dos protestantes não lhe permitiram realizar tão justa aspiração.
........XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX.. DIÁRIO DO CONCÍLIO DE TRENTO As cidades de Mântua e Vicência haviam sido indicadas para centro de reunião, que ali não se efetuou; só em 1542 é que se tornou possível a escolha da cidade de Trento, também sem resultado; deste modo a convocação definitiva ficou para 1545, ano em que Lutero começou a sentir os primeiros abalos de saúde.
Foram celebradas as primeiras sessões no Advento deste mesmo ano, com um reduzido número de assistentes.
Tudo se empenhou para fazer desta assembléia uma das mais importantes da história da Igreja: cinco Papas dirigiram sucessivamente os trabalhos do Concílio em circunstâncias excepcionalmente graves.
Os assuntos tratados, as decisões tomadas, servem até hoje de norma à sociedade cristã.
O Concílio foi duas vezes interrompido, primeiramente devida à agitação dos tempos, e depois por causa das lutas entre a França e a Alemanha.
O Concílio constou de 25 sessões, a que assistiram mais de 200 cardeais, Arcebispos e Bispos, 7 Superiores Gerais de Ordens, e grande número de representante de Bispos ausentes por graves razões.
Os chefes protestantes, convidados à reunião, recusaram-se a comparecer.
Seis doutores da reforma falsificaram, mais tarde, os atos conciliares em sua chamadas centúrias de Magdeburgo.
Cantu escreve com razão, a respeito da reunião de Trento:
“Nunca monumento mais majestoso foi construído por uma assembléia mais augusta, tendo por base o ensino tradicional e a disciplina antiga. Erro algum foi poupado nestes decretos de fé, formulados com tal clareza, que excluem qualquer equívoco e feitos com tanto rigor que não admitem subterfúcios”.


Não há melhoramento fecundo quer não tenha sido incluído neste cânones e decretais, tão bem concebidos que se dobram admiravelmente às necessidades do tempo, adaptando-se às transformações sociais.
O Concílio ocupou-se simultaneamente do dogma e da moral, ou da doutrina e da reforma, publicando deste modo decretos dogmáticos e decretos disciplinadores, preparados por comissões particulares, discutidos depois em reuniões públicas e logo votados individualmente.
O Concílio de Trento foi o tiro mortal ao protestantismo que, desde então, não passa de um defunto ambulante, forçado a agarrar-se, desesperadamente, às autoridades civis para não cair em putrefação imediata.
Em vez de refutar, um por um, os erros de Lutero, será o bastante citarmos as diversas decisões tridentinas, para conhecer as objeções protestante e a resposta clara e insofismável, ditada pelos padres e publicada no catecismo então organizado, que é talvez o código mais teológico, mais simples e mais claro até hoje publicado sobre os assunto em discussão.
Podem reduzir-se a nove os decretos daquela assembléia, restabelecendo a verdade atacada, contra os erros introduzidos pela deforma do apóstata de Witemberg.


2. SAGRADA ESCRITURA E TRADIÇÃO

O ponto central do protestantismo, o princípio que o levaria a todos os piores abusos, era o LIVRE EXAME da Sagrada Escritura. 
Todos podem ser Papas, todos são inspirados pelo Espírito Santo, afora o Papa, tal era a grande regra de Lutero.
Ora, com tal princípio não havia erro algum no mundo que não pudesse agasalhar-se nas páginas do livro Santo.
Urgia, pois, restabelecer a verdade e determinar claramente a única verdadeira maneira de interpretar a Bíblia.
O Concílio começou, pois, por fixar o cânon do catálogo dos livros inspirados, estabelecendo a Regra de interpretação.
Assim reza o primeiro decreto:
“O Santo Concílio de Trento, ecumênico e geral, legitimamente reunido sob a direção do Espírito Santo, considerando que as verdade de fé e as regras de costumes estão contidas no livros escritos, ou quando não escritos, se acham nas tradições recebidas pelos Apóstolos da boca do próprio Jesus Cristo, ou transmitidas, pelo apóstolos, como o Espírito Santo as havia ditado, chegando de mão em mão até nós, recebe de acordo com o exemplo dos padres ortodoxos, todos os livros quer do Antigo, que do Novo Testamento, assim como as tradições que dizem respeito à fé e aos costumes conservados por uma sucessão ininterrupta, e os abraça com igual sentido de respeito e piedade”
Todos os livros da VULGATA foram depois proclamados autênticos, e aprovada a edição revista da Vulgata, como fazendo autoridade nas discussões e preleções públicas.
Condenando a LIVRE INTERPRETAÇÃO da Bíblia, o Concílio estatui expressamente, sob pena de anátema:
“Ninguém, por confiança cega, tenha a ousadia de desviar a Escritura Sagrada para o seu sentido particular nem de achar uma interpretação oposta à da Santa Igreja à qual assiste o direito exclusivo de interpretar a verdadeira significação das Escrituras, conforme ao sentimento unânime dos Padres” (Sessão IV).

3. O PECADO ORIGINAL

Na teoria protestante, o pecado original estragou completamente a nossa natureza; daí o duplo e monstruoso absurdo:
“Não há mais em nós livre arbítrio e todas as nossas obras são más; inútil, portanto, esforçarmos-nos por praticar ações boas”.
O Concílio enuncia com clareza a verdade católica:
“Transgredindo a lei de Deus, Adão perdeu a santidade e a justiça, em que fora criado; atraiu sobre si a ira de Deus, tornou-se escravo do demônio e sujeito à morte. O primeiro homem, porém, não prejudicou somente a si próprio; transmitiu à sua posteridade o pecado, que é ruína da alma, e, com o pecado, a dor e a morte. Este pecado não pode ser apagado só pelas forças da natureza, mas pelos méritos de Jesus Cristo, o único Medianeiro, que nos reconciliou com Deus por seu sangue; estes méritos de Jesus Cristo são aplicados, tanto aos adultos como às crianças, pelo Sacramento do Batismo.
O Batismo é necessário a todos, segundo a palavra do Nosso Senhor. Pela graça do Batismo, a mácula do pecado original é verdadeiramente perdoada e apagada.
O Concílio reconhece, todavia, e confessa que as concupiscências permanecem naqueles que foram batizados, neles ficando como um antagonista contra o qual tem de lutar, sem jamais saírem prejudicados os que lhe resistem valentemente com a força de N. S. Jesus Cristo” (Sessão V).
O Concílio exprimiu terminantemente não incluir neste decreto, de modo algum, a Virgem Maria, Mãe de Deus.

4. A JUSTIFICAÇÃO

A opinião de Lutero era que o homem é justificado unicamente PELA FÉ em Jesus Cristo;Calvino pretendia que o homem assim santificado se torna impecável e não pode mais perder a graça.
O Concílio nos descobriu a plena luz da verdade. Admitiu a fé como raiz, fonte e algo imprescindível para a justificação, mas não como CONDIÇÃO ÚNICA, pois é preciso ainda observar os mandamentos e praticar boas obras. Com a prática destes últimos, a graça cresce e, contrariamente à doutrina protestante, perde-se pelo pecado; longe, portanto, de termos essa confiança imperturbável da nossa salvação,não podemos, enquanto dura esta vida mortal, presumir da nossa predestinação para a salvação eterna, pois ninguém tem certeza de sua salvação final.
Verdade é, que perdida a graça santificante, pode o homem reavê-la pelo sacramento da penitência, que é a segunda tábua salvadora depois do naufrágio; mas para isso se necessita da contrição, da confissão sacramental, quando possível, e da satisfação.
Enfim, a justiça alcançada, ou recuperada, pode e deve ser aumentada pela oração, pela mortificação, pelo cumprimento da lei de Deus e dos preceito do Evangelho.
Deus não nos pede o impossível, e seu socorro é certo para quem o implora humilde e confiadamente (Sessão VI).

5. SACRAMENTOS EM GERAL.

Anteriormente havia o Papa Eugênio IV exposto de maneira admirável a doutrina sobre os sacramentos, em seu Decreto aos Armênios.
Não julgou o Concílio necessário repetir esta explicação, limitando-se a indicar o número deles, sua instituição divina, sua virtude santificante e sua eficácia, independente da santidade do ministro.
A respeito do Batismo, os anabatistas exigiam a sua renovação para os adultos, sob pretexto de não ser a criança capaz de produzir um ato de fé; por outra parte, Lutero, franqueando as portas mais largas aos apóstatas que desertavam dos conventos, tinha declarado que apenas as promessas do batismo eram obrigatórias e anulavam todos os demais votos, mesmo ulteriores.
A confirmação ficou sendo, como sempre fora, verdadeiro sacramento da nova lei e os bispos seu ministro ordinário (Sessão VII).
Os outros sacramentos, combatidos mais violentamente pelas doutrinas protestantes, foram objeto de estudo mais apurado e de definições mais extensas.

6. A EUCARISTIA

A reforma apresentava uma balbúrdia inexplicável a respeito do Santíssimo Sacramento do Altar.
O Concílio com uma perspicácia e segurança, onde era sensível o sopro do Espírito Santo, firmou com precisão a verdade opugnada.
Em primeiro lugar afirmou solenemente a PRESENÇA REAL: - “Depois da consagração do pão e do vinho, Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, é contido, verdadeira, real e substancialmente, sob as aparências destas coisas sensíveis, segundo as próprias palavra de Jesus Cristo, referidas no Santo Evangelho.
Jesus Cristo está debaixo da espécie do pão, e, debaixo de cada uma das suas partes, não somente no momento da Comunhão, mas de modo permanente”.
Lutero acreditava na presença real, mas não na transformação das espécies.
O Concílio lhe opôs a fé católica:
“Pela consagração faz-se uma conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Nosso Senhor; e de toda substância do vinho no seu sangue; e esta mudança é chamada pelo Igreja Católica: TRANSUBSTANCIAÇÃO.

XI - LUTERO SE ENFORCOU (Cont.)


CARTA DO CRIADO que o assistiu no dia da morte. Segundo tal carta, todos os presentes, no dia seguinte ao em que encontraram Lutero ENFORCADO, haviam obrigado por JURAMENTO, em honra da nova doutrina, a nunca falar da cena presenciada.

Havendo, mais tarde abjurado o erro protestante asseveram ter o criado revelado o fato.


Foi no começo do século 17, em 1606, quando pelo primeira vez se encontrou o texto da carta do criado de Lutero, mencionado num livro do franciscano Henrique Edúlio, publicado em Antuérpia.





O DIABO, LUTERO E O PROTESTANTISMO

CAPÍTULO XI (CONTINUAÇÃO)

5. OUTRAS OPINIÕES

Entre as diversas narrações dos antigos, a que acabo de citar é a mais universalmente aceita quer por protestantes sinceros, quer pelo católicos.

O TESTEMUNHO DO CRIADO DE LUTERO

Uma segunda opinião acha que Lutero SE ENFORCOU: baseia-se numa CARTA DO CRIADO que o assistiu no dia da morte.

Segundo tal carta, todos os presentes, no dia seguinte ao em que encontraram Lutero ENFORCADO, haviam obrigado por JURAMENTO, em honra da nova doutrina, a nunca falar da cena presenciada.

Havendo, mais tarde abjurado o erro protestante asseveram ter o criado revelado o fato.

Foi no começo do século 17, em 1606, quando pelo primeira vez se encontrou o texto da carta do criado de Lutero, mencionado num livro do franciscano Henrique Edúlio, publicado em Antuérpia.

Qual é o VALOR deste documento?

É difícil dizê-lo; é certo não ter ele sido geralmente aceito pelos historiadores pósteros; nem a sua autenticidade, nem a sua falsidade foram bastante provadas.

Os protestante rejeitam tal opinião como caluniosa; é natural, pois seria para eles uma nódoa sombria na vida e na morte, já tão torvas de seu fundador. Seriam filhos espirituais de um suicida, de um enforcado pelas próprias mãos.

O franciscano divulgador desta carta, além de um historiador de valor, é um homem de virtude reconhecida de modo a não se poder suspeitar da sua sinceridade, porém é possível que o documento publicado por ele tenha uma fonte menos sincera. Não nos cabe discutir esta opinião, por não dispormos de documentos bastante comprobativos, pró ou contra..

TESTEMUNHO DO MÉDICO DO LANDGRAVE

- ATAQUE DE APOPLEXIA - Uma terceira opini/]ao foi emitida pelo médico
APOPLEXIA


Acidente vascular cerebral: 

podem manifestar-se sin -
tomas como dores de ca--
beça, paralisia de um dos -
lados do corpo ou dificulda-
des em engolir ou falar. Po-
de também ocorrer confu-
são mental e perda de 
consciência.


Uma terceira opinião foi emitida pelo médico do landgrave, dr. RATZBERG, chamado na ocasião da morte de Lutero. Este médico, conforme a primeira opinião, admite o ataque de apoplexia, a queda e o derramamento dos intestinos, mas ajunta que, na véspera do dia de sua morte, antes de deitar-se, à noite, escrevera com giz na parede de seu quarto o já conhecido verso:

"Papa, eu fui a tua peste durante a minha vida; morrendo, serei a tua morte"

GRONINGEN - HOLANDA
Tal pormenor, omitiram-nos os demais. Se a existência da inscrição não foi provada, é certo ter sido pronunciada e escrita por ele em outras circunstâncias já conhecidas sendo a expressão verídica de seus sentimentos odiosos ao Papa. (Na biblioteca de Groningen [Holanda] existe ainda um comentário sobre o Novo Testamento de Erasmo, no qual Lutero escreveu, com seu próprio punho, no lado interior da capa, esta execrada blasfêmia).




TESTEMUNHO VISIVELMENTE PROTESTANTE

- LENDO A BÍBLIA - Uma quarta opinião, de origem visivelmente protestante, pretende que Lutero faleceu de morte natural, sem acidente agravante, recitando versículos da Bíblia.

Dizem que, após o banquete, onde comera e bebera fartamente, sem nada sentir de anormal, ele se retirara cedo ao seu quarto, sendo ali subitamente atacado por uma perturbação cardíaca.

Tendo-se friccionado com panos quentes, melhorou, e dormiu sossegado uma parte da noite. Pela madrugada a mesma inquietação manifestou-se de novo. Foram chamados dois médicos, mas, quando estes entraram, já o acharam estendido sobre o sofá, com um pulso imperceptível e a fronte coberta pelo suor da morte.

Voltando a si, momentos depois, asseveram ter dito:

"Meu Deus, sinto-me tão agoniado, vou morrer".

JUSTUS JONAS
Jonas, seu assistente, conta que, depois fez uma oração, dando graças a Deus de lhe ter dado Jesus Cristo, que ele havia pregado, enquanto o miserável Papa e todos os ímpios blasfemam.

Tendo Jonas perguntado se queria perseverar na religião que havia pregado, Lutero respondeu que sim: e pronunciando esta última palavra, morreu logo em seguida, às 3 horas da madrugada do dia 18 de fevereiro de 1546. 

Vê-se claramente a falsidade desta última opinião fabricada pelos seus amigos, para esconder qualquer coisa que não queriam fosse conhecida.

Esta opinião protestante em vez de enfraquecer, confirma a opinião dos escritores católicos...

As palavras citadas não são de um moribundo, e a morte instantânea, que as segue, não combina com as palavras proferidas; pois há sempre um momento de agonia, a menos que seja um ataque apoplético que prostra a pessoa.

Aparecem reticências visíveis... e palavras ditadas pelo interesse para impressionar.

Lutero deixou neste mundo, como fruto de seu casamento sacrílego, 5 filhos, sendo 3 homens e 2 mulheres, havendo falecido uma menina com 8 meses de idade.

Conforme uma notícia do "Catholic Reviera", existem na América do Norte 20 famílias com o nome de Lutero, sendo elas católicas.

Um beneditino, Luis Lutero, celebrou ultimamente a missa de Requiem, para seu pai Sebastião Lutero, descendente em linha reta, de Martinho Lutero, quarto filho do próprio "reformador".


6. O ENTERRO DE LUTERO

O corpo de Lutero, bastante desfigurado e mal suportado pelos circunstantes, foi transportado no dia 20 para HALLE, e no dia 22, pelo madrugada, para WITTEMBERG, onde, por ordem do landgrave, devia ser sepultado na igreja, junto ao púlpito donde havia lançado a semente da revolta.

Dizem os escritores da época que, ao ser ele para lá transportado, o mau cheiro do cadáver se tornou tão penetrante e insuportável que, diversas vezes, os carregadores foram coagidos e deixá-lo por algum tempo, só, no meio dos campos, para poderem respirar um pouco de ar puro.

Contam ainda ter um bando de corvos, aliciados pela putrefação, seguido o cortejo lúgubre, como se fossem demônio montando guarda de honra a um de seus chefes.

Foram tais as diversas opiniões veiculadas a respeito da morte e do interro do fundador do protestantismo.

Haverá qualquer exagero nestas narrações?

É difícil dizê-lo; só me foi possível reproduzir o que os contemporâneos narraram a respeito.

Que Justo Jonas, Célio, Aurifaber e, provavelmente, os filhos de Lutero tenham guardado silêncio sobre o fato é natural, pois a verdade seria a desmoralização da pessoa de seu amigo, de seu pai e até da reforma que este havia pregado e que eles mesmos seguiam.

É por isso, conforme o testemunho citado, que todos juraram nada revelar da morte de seu chefe; é por isso também que ficou envolta em tantos mistérios e incertezas uma morte que devia ser notória para todos.

7. CONCLUSÃO

Lutero desceu ao túmulo, como qualquer mortal; e, infelizmente, parece que acabou impenitente: a alma envenenada por sentimentos rancorosos, o coração transviado pelas paixões humanas, o espírito obcecado pela falsa idéia de um desígnio que o destinava para reformador.....

A existênica do herói de Vittemberg desconcerta o mais arguto psicólogo; é um complelxo contraditório e um triste acúmulo de ócio e de atividade, de obsessão e de força, de baixezas e de elevação, mas tudo isso, tão entrelaçado, que querendo-se delinear a sua fisionomia, chega-se necessariamente à de um de seus contemporâneos:

"Lutero é um tresloucado, ou, então, vítima de influência diabólica"

Cada vez se robustece em minha mente este mesmo conceito sobre o pai das seitas protestantes.

Iludido por sucessos passageiros, que as circunstâncias favoreceram, ele se julgou um gênio, um astro, um arauto do céu.

A morte implacável deitou no túmulo a sua audácia de deformador, porém o espírito de revolta que havia insuflado no mundo, o ódio ao Papa, que acendera nas almas, continuou, firmando o credo fundamental do protestantismo. 

.........................................Jesus e pilato= 

Um homem que se ufana de raciocinar sem preconceitos teria de parar diante deste quadro horripilante, como se detém diante da forca de Judas, e exclamar instintivamente: Não, a verdade não está aqui; só posso estar diante do mal, diante do vício, da perdição... e a verdade continua estar ao lado de Jesus Cristo, mesmo estando ele diante de Caifaz, de Pilatos ou de Herodes... A verdade está com ele, exclusivamente com ele e com seus sucessores: o Papa imortal de Roma, sucessor de S. Pedro, representante visível do Cristo invisível.
Para tornar esta verdade palpável, permitiu Deus fosse Lutero, sepultado no mesmo dia em que o povo católico celebrava a festa da "Cathedra Petri", dia comemorativo da fundação da primazia do Papa... data em que a Igreja canta as palavras do Salvador a Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela” (São Mateus 16, 18).


Lutero procurou prevalecer contra a Igreja... mas terminou esmagado sob o peso da rocha de Pedro; e o Papa continua, como sempre, abençoando os seus filhos e suplicando que Deus se compadeça dos seus perseguidores. 

O DIABO, LUTERO E O PROTESTANTISMO - ÍNDICE

DESAPARECIMENTO DA IGREJA 


1. Qual o mentiroso? 
2. Asserção ridícula; 
3. A santidade continua; 
4. A mentira protestante; 
5. Os protestos dos protestantes; 
6. A obra de Jesus Cristo; 
7. Conclusão.




O DIABO, LUTERO E O PROTESTANTISMO

PRIMEIRA PARTE




O DESAPARECIMENTO DA IGREJA –1. Qual o mentiroso? 2. Asserção ridícula; 3. A santidade continua; 4. A mentira protestante; 5. Os protestos dos protestantes; 6. A obra de Jesus Cristo; 7. Conclusão.



UM RETRATO AUTÊNTICO – Primeiros anos de Lutero; 2. A Vocação de Lutero; 3. Estudos Incompletos de Lutero; 4.Viagem a Roma; 5. Os dois grandes erros de Lutero; 6. Conclusão.


A QUEDA DE LUTERO –1. O estado de alma e a conversão de Lutero; 2. Os escrúpulos de Lutero; 3. Conclusão.


A ENTRADA EM CENA –1. A questão das indulgências; 2. A declaração de Guerra; 3. Primeira reação da Igreja; 4. Lutero e o Papa; 5. A discussão de Leipzig; 6. Furores de Lutero; 7. Conclusão.


A CONDENAÇÃO DE LUTERO –1. O desesperado; 2. Novas doutrinas heréticas; 3. A Bula de Condenação; 4. Os insultos de Lutero; 5. A excomunhão de Lutero; 6. Perante o Conselho de Worms; 8. Conclusão.


LUTERO EM WARTBURGO –1. A pretensa missão de Lutero; 2. Aparições do Diabo; 3. Tentações impuras; 4. A liberdade evangélica; 5. Saída de Wartburgo; 6. Fingimento hipócrita; 7. Conclusão.


SANGUE E LAMA –1. A guerra dos campônios; 2. Lutero e o povo; 3. Lutero autoridade;4. Adversários do Reformador; 5. O feminismo de Lutero; 6. Raptores e raptadas; 7. Catarina de Bora; 8. O “casamento” de Lutero; 9. O “casamento” de Lutero; 7. Conclusão.


OS ALICERCES DAS SEITAS PROTESTANTES –1. Os primeiro projetos; 2. Constituição do protestantismo; 3. Propaganda e Violência; 4. Adversários do reformador; 5. O monge e os fanáticos; 8. Os falsos amigos de Lutero; 7. Conclusão.


OS AUXILIARES DE LUTERO –1. O fogoso Zwinglio; 2. O iconoclasta Carlostadt; 3. O infame Calvino; 4. O sanguinário Henrique VIII; 5. Outros colaboradores; 6. Conclusão.


ÚLTIMAS LUTAS DO REFORMADOR –1. Na fortaleza de Coburgo; 2. O ódio ao Papado; 3. Bigamia de Felipe de Hesse; 4. Louco ou possesso. 5. Conclusão.


ÚLTIMOS DIAS E MORTE DE LUTERO - 1. O homem terrível; 2. Desgostos e remorsos; 3. Última viagem; 4. A morte misteriosa. CONTINUA...SEGUNDA PARTE


CONTINUAÇÃO - 5. Outras opiniões; 6. O enterro de Lutero; 7. Conclusão.


A CONTRA REFORMA - 1. O Concílio de Trento; 2. A sagrada Escritura e a tradição; 3. pecado Original; 4. A Justificação; 5. Os sacramentos em geral; 6. A eucaristia; 7.Penitência e Extrema Unção; 8. Ordem a Matrimônio; 9. Purgatório e indulgências; 10. O culto dos santos; 11. Decretos disciplinares; 12. Conclusão.


OS SANTOS E A SANTIDADE1. Os Papas; 2. As ordens religiosas; 3. Os santos dessa época; 4. Os sábios da época; 5. Conclusão.


OS SUCESSORES DE LUTERO - 1. Os Batistas; 2. Os presbiterianos; 3. Os metodistas; 4. Os quakers ou tremedores; 5. A fragmentação protestante; 6. Seitas, seitas, seitas; 7. Seitas excêntricas; 8. Conclusão


O PROTESTANTISMO - 1.Julgados por si mesmos; 2. A sentença de morte; 3. Um morto ainda vivo; 4. O simulacro de religião; 5. A mixórdia protestante; 6. A moral protestante; 7. Conclusão.


UMA VISTA GERAL - 1. Grandes e grandes; 2. Lutero; 3. O grande erro; 4. A interpretação individual; 5. Retratações de Lutero; 6. Fatos significativos; 7. Juízo de um anglicano; 8. Conclusão


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